Bença! – O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças
Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)
Sobre a Exposição
Olhar de crianças do Quilombo do Jaó ganha exposição e oficina na Marquise do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
São Paulo, março de 2026 – O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, estreia no dia 28 de março, sábado, às 14h, a exposição “Bença! O Quilombo do Jaó pelo olhar das crianças” e realiza, na mesma data, a Oficina de Maculelê com Quilombo do Jaó, na Marquise do Museu. A programação aproxima arte, território e memória a partir da produção de crianças e adolescentes da comunidade quilombola localizada em Itapeva, no sudoeste paulista.
A mostra reúne fotografias autorais produzidas por crianças e adolescentes do Quilombo do Jaó no âmbito da oficina Olhares de Dentro – Quilombo do Jaó, ministrada pela fotógrafa Jessyca Alves como parte do Programa Conexões Museus SP. Em vez de um olhar externo sobre a comunidade, a exposição apresenta imagens construídas por quem vive o território no dia a dia, revelando paisagens, vínculos, afetos, brincadeiras e formas de pertencimento.
Participam da exposição Ana Julia, Ana Laura, Breno Alex, Emanuele, Emerson, Esther, Kamilly Vitória, Lauany Vitória, Maria Clara e Nicoly Vitória, com idades entre 8 e 15 anos. Ao assumirem a câmera e produzirem seus próprios registros, as crianças e os adolescentes também ocupam o lugar de narradores de sua história.
Fundado no final do século XIX pelo casal Joaquim Carneiro de Camargo e Josepha Paula Lima, o Quilombo do Jaó é reconhecido como um dos mais antigos territórios quilombolas do Brasil. Sua trajetória é marcada pela manutenção de práticas culturais, redes de solidariedade e formas coletivas de organização preservadas ao longo do tempo. Um dos eixos centrais da exposição é justamente o gesto de pedir a bênção, prática presente no cotidiano da comunidade e observada durante a oficina de fotografia, em que as crianças, ao encontrarem os mais velhos, iniciavam o contato por meio desse gesto de respeito, afeto e continuidade entre gerações.
No mesmo dia da estreia, o público poderá participar da Oficina de Maculelê com Quilombo do Jaó, das 14h30 às 16h, com condução de integrantes da Associação Quilombo do Jaó e participação livre. A proposta é apresentar ao público o maculelê, expressão cultural afro-brasileira marcada por ritmo, canto, movimento e força coletiva. Presente no cotidiano da comunidade como prática transmitida entre gerações, o maculelê surge, nesse contexto, como linguagem de memória, pertencimento e continuidade.
A atividade integra o Programa Mãos Negras – Beatriz Nascimento, iniciativa do Museu voltada à valorização de práticas culturais afro-brasileiras transmitidas pelo gesto, pelo corpo e pela memória coletiva. Em diálogo com o pensamento de Beatriz Nascimento e com o legado de Emanoel Araujo, o programa destaca expressões artísticas e culturais que mantêm vivas histórias, técnicas e modos de existência da diáspora negra no Brasil. A mostra fica em cartaz até 12 de julho de 2026.
Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias.
About the Exhibition
Children from Quilombo do Jaó Share Their Perspective in Exhibition and Workshop at the Marquise of Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
São Paulo, March 2026 – Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, an institution of the São Paulo State Secretariat for Culture, Economy and Creative Industries, will open the exhibition Blessings! Quilombo do Jaó Through the Eyes of Its Children on Saturday, March 28, at 2:00 p.m., alongside the Maculelê Workshop with Quilombo do Jaó, held at the museum’s Marquise. Bringing together art, territory, and memory, the program highlights the creative work of children and teenagers from the Quilombo do Jaó community, located in the municipality of Itapeva, in southwestern São Paulo State.
The exhibition presents original photographs created by children and teenagers from Quilombo do Jaó during the Looking from Within – Quilombo do Jaó photography workshop, led by photographer Jessyca Alves as part of the Conexões Museus SP Program. Rather than offering an outside perspective on the community, the exhibition showcases images made by those who experience the territory every day, revealing landscapes, relationships, affection, play, and a profound sense of belonging.
The participating photographers are Ana Julia, Ana Laura, Breno Alex, Emanuele, Emerson, Esther, Kamilly Vitória, Lauany Vitória, Maria Clara, and Nicoly Vitória, ranging in age from 8 to 15 years old. By taking the camera into their own hands and producing their own visual narratives, these children and teenagers also assume the role of storytellers of their own history.
Founded in the late nineteenth century by Joaquim Carneiro de Camargo and Josepha Paula Lima, Quilombo do Jaó is recognized as one of Brazil’s oldest quilombola territories. Its history is marked by the preservation of cultural traditions, networks of solidarity, and collective forms of organization maintained across generations. One of the exhibition’s central themes is the act of asking for a blessing (pedir a bênção), a daily practice within the community that was observed throughout the photography workshop. Whenever the children approached their elders, they began the encounter with this gesture of respect, affection, and intergenerational continuity.
On the opening day, visitors are also invited to participate in the Maculelê Workshop with Quilombo do Jaó, taking place from 2:30 p.m. to 4:00 p.m., led by members of the Quilombo do Jaó Association. Open to all audiences, the workshop introduces participants to Maculelê, an Afro-Brazilian cultural tradition characterized by rhythm, singing, movement, and collective energy. Practiced within the community and passed down from one generation to the next, Maculelê is presented here as a living expression of memory, belonging, and cultural continuity.
The workshop is part of the Black Hands – Beatriz Nascimento Program, a museum initiative dedicated to celebrating Afro-Brazilian cultural practices transmitted through gesture, embodied knowledge, and collective memory. Inspired by the thought of Beatriz Nascimento and the legacy of Emanoel Araujo, the program highlights artistic and cultural expressions that preserve the histories, techniques, and ways of life of the African diaspora in Brazil.
The exhibition remains on view through July 12, 2026.
About Museu Afro Brasil Emanoel Araujo
Museu Afro Brasil Emanoel Araujo is an institution of the São Paulo State Secretariat for Culture, Economy and Creative Industries, managed by the Associação Museu Afro Brasil, a nonprofit cultural organization. Established in 2004 from the private collection of its founder, Emanoel Araujo (1940–2022), the museum is dedicated to history, memory, and art.
Located in the Padre Manoel da Nóbrega Pavilion within São Paulo’s iconic Ibirapuera Park, the museum occupies approximately 12,000 square meters and houses a collection of more than 8,000 works of art and historical objects. Its collection explores the cultural universes of Africa and the African diaspora in Brazil, addressing themes such as religion, art, and history through the contributions of Black people to the formation of Brazilian society and national culture. Alongside its long-term exhibition, the museum presents an ongoing program of temporary exhibitions, educational activities, and public engagement initiatives.







