Afríquia: o artista como colecionador

A partir de 26/06/2026

Datas de abertura : 26 de Junho de 2026

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)


SOBRE A EXPOSIÇÃO

Exposição revela o olhar de Emanoel Araujo como artista, colecionador e fundador do Museu Afro Brasil


“Afríquia: o artista como colecionador” apresenta mais de 200 obras e documentos que ajudam a compreender a formação da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo e as conexões entre o continente africano e o Brasil

São Paulo, junho de 2026 – O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, com gestão da Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), inaugura, no dia 26 de junho, a exposição “Afríquia: o artista como colecionador”, com curadoria de Gabrielle Nascimento. A mostra convida o público a conhecer a coleção de arte africana do Museu a partir do olhar de seu fundador, Emanoel Araujo, revelando como suas escolhas artísticas, intelectuais e curatoriais contribuíram para a formação de um dos mais importantes acervos dedicados às culturas africanas no Brasil.

Esta exposição parte da compreensão de que toda coleção é também uma narrativa. Ao reunir obras, documentos, fotografias e registros da trajetória de Emanoel Araujo, buscamos mostrar como seu olhar ajudou a construir não apenas uma coleção de arte africana, mas uma forma de pensar as relações entre África, diáspora e identidade afro-brasileira, destaca a curadora Gabrielle Nascimento.

Reunindo mais de 200 obras, a exposição apresenta esculturas, pinturas, máscaras, documentos, fotografias, livros, discos, tecidos e objetos tridimensionais que ajudam a compreender não apenas a construção da coleção africana do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, mas também a trajetória de Emanoel Araujo como artista, colecionador, curador e museólogo.

Composta majoritariamente por peças do próprio acervo do Museu, a mostra reúne obras tradicionais e contemporâneas, com destaque para produções da Nigéria e do Benim. O percurso expositivo evidencia as relações estabelecidas por Emanoel Araujo entre África e Brasil, revelando como referências culturais, religiosas e estéticas presentes no continente africano influenciaram sua produção artística e seu projeto museológico.

O título da exposição faz referência à série de xilogravuras Suíte Afríquia I, II e III, produzida por Emanoel Araujo em 1977 após sua participação no II Festival Mundial de Arte e Cultura Negra e Africana (FESTAC 77), realizado na Nigéria. A experiência marcou sua primeira viagem ao continente africano e teve impacto significativo tanto em sua produção artística quanto na formação inicial de sua coleção.

Mais do que apresentar objetos, a exposição propõe refletir sobre o colecionismo como uma forma de construção de narrativas. Ao acompanhar documentos, registros de aquisição, fotografias e obras reunidas ao longo de décadas, o público tem acesso a aspectos pouco conhecidos da atuação de Emanoel Araujo e às formas como ele construiu conexões entre memória, arte e diáspora africana.

A mostra também aproxima arte africana tradicional e contemporânea, reunindo desde máscaras Gelede e Egungun e esculturas de matriz iorubana até produções de artistas contemporâneos africanos incorporadas ao acervo em diferentes momentos da trajetória do Museu. A proposta evidencia a diversidade e a complexidade das produções culturais africanas, afastando leituras estereotipadas e destacando seus diálogos com a modernidade e os circuitos globais da arte.

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias. 

ABOUT THE EXHIBITION

Exhibition Reveals Emanoel Araujo’s Vision as an Artist, Collector, and Founder of the Museu Afro Brasil


“Afríquia: The Artist as Collector” presents more than 200 artworks and archival documents that illuminate the formation of the African collection of the Museu Afro Brasil Emanoel Araujo and explore the historical and cultural connections between the African continent and Brazil.

São Paulo, June 2026 – The Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, an institution of the São Paulo State Secretariat for Culture, Economy and Creative Industries, managed by the Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura (AMAB), opens the exhibition “Afríquia: The Artist as Collector” on June 26, curated by Gabrielle Nascimento. The exhibition invites visitors to discover the museum’s African art collection through the perspective of its founder, Emanoel Araujo, revealing how his artistic, intellectual, and curatorial vision shaped one of Brazil’s most significant collections dedicated to African cultures.

“This exhibition is grounded in the understanding that every collection is also a narrative. By bringing together artworks, documents, photographs, and records of Emanoel Araujo’s journey, we seek to demonstrate how his vision helped shape not only a collection of African art, but also a way of understanding the relationships between Africa, the diaspora, and Afro-Brazilian identity,” says curator Gabrielle Nascimento.

Bringing together more than 200 works, the exhibition features sculptures, paintings, masks, archival documents, photographs, books, records, textiles, and three-dimensional objects that offer insight not only into the formation of the African collection of the Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, but also into Emanoel Araujo’s trajectory as an artist, collector, curator, and museologist.

Drawn primarily from the museum’s own collection, the exhibition brings together both traditional and contemporary works, with a particular emphasis on artistic production from Nigeria and Benin. The exhibition narrative highlights the connections that Emanoel Araujo established between Africa and Brazil, revealing how the cultural, religious, and aesthetic traditions of the African continent informed both his artistic practice and his vision for the museum.

The exhibition’s title refers to Suíte Afríquia I, II and III, a series of woodcuts created by Emanoel Araujo in 1977 following his participation in the Second World Black and African Festival of Arts and Culture (FESTAC ’77), held in Nigeria. The event marked his first journey to the African continent and had a profound impact on both his artistic practice and the early formation of his collection.

More than simply presenting objects, the exhibition invites visitors to reflect on collecting as a way of constructing narratives. Through acquisition records, archival documents, photographs, and works assembled over decades, visitors gain access to lesser-known aspects of Emanoel Araujo’s work and to the ways in which he forged connections between memory, art, and the African diaspora.

The exhibition also brings together traditional and contemporary African art, featuring everything from Gelede and Egungun masks and sculptures rooted in the Yoruba tradition to works by contemporary African artists acquired for the museum’s collection at different stages of its history. The exhibition highlights the diversity and complexity of African cultural production, moving beyond stereotypical interpretations while emphasizing its dialogue with modernity and the global art world.

About the Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

The Museu Afro Brasil Emanoel Araujo is an institution of the São Paulo State Secretariat for Culture, Economy and Creative Industries, managed by the Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Established in 2004 from the private collection of its founder, Emanoel Araujo (1940–2022), the museum is dedicated to history, memory, and art.

Located in the Padre Manoel da Nóbrega Pavilion within Ibirapuera Park, São Paulo’s most iconic public park, the museum occupies approximately 12,000 square meters and houses a collection of more than 8,000 works of art. Its holdings explore the richness and diversity of African and Afro-Brazilian cultural traditions, addressing themes such as religion, art, and history through the contributions of Black people to the formation of Brazilian society and national culture.

The museum presents a selection of its collection in its long-term exhibition while also organizing a dynamic program of temporary exhibitions.

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