Padê – sentinela à porta da memória

21/03/2026 a 26/07/2026

Datas: de 21 de março a 26 de julho de 2026

Visitação: de terça a domingo, das 10h às 17h (permanência até às 18h)

Curadoria: Rosa Couto


Sobre a exposição

Abertura de “Padê – sentinela à porta da memória”, no dia 21 de março, começa às 14h e inclui programação especial com atividade educativa e encontro com artistas


Exu é o Orixá que abre caminhos, mediador entre mundos e guardião das encruzilhadas. Primeiro a ser saudado, sua presença atravessa diferentes dimensões da experiência afro-diaspórica. É a partir dessa força simbólica que nasce “Padê – sentinela à porta da memória”, exposição com curadoria de Rosa Couto que estreia em 21 de março, às 14h, no Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, localizado no Parque Ibirapuera. 

A mostra reúne obras do acervo do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo em diálogo com produções contemporâneas para explorar a presença e a potência de Exu nas culturas africana e afro-brasileira. Inspirada nos padês, oferendas dedicadas ao Orixá, a exposição articula arte, religiosidade e memória por meio de esculturas, objetos do sagrado, pinturas, fotografias e obras de arte africana, compondo um percurso que evidencia Exu como força de comunicação, transformação e movimento. 

Organizada em três eixos conceituais, África, Travessia e Diáspora, a exposição percorre diferentes territórios, temporalidades e interpretações ligadas a Exu. O núcleo África reúne obras que apresentam visões autóctones do Orixá em suas diferentes dimensões, destacando sua relação com rituais, trocas e processos de comunicação. Já o núcleo Travessia explora Exu como divindade do movimento e do deslocamento, associado a encruzilhadas, estradas, ruas, oceanos e passagens. No núcleo Diáspora, a mostra aborda as transformações de Exu no contexto da diáspora africana, sua presença em religiões afro-brasileiras, como o candomblé e a umbanda, e suas reverberações nas artes contemporâneas. 

Exu é o princípio do movimento. É a força que rompe a inércia e faz o mundo acontecer. Pensar uma exposição dedicada a ele é também refletir sobre memória, transformação e sobre as energias que atravessam as culturas afro-diaspóricas. Ao reunir obras históricas e contemporâneas, a mostra propõe um encontro entre ancestralidade, arte e imaginação”, afirma Rosa Couto, curadora da exposição. 

A mostra reúne obras de artistas como Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Felix Farfan, Ronaldo Rêgo, Mario Cravo Neto, Pierre Verger, Mestre Didi, Moisés Patrício, Georges Liautaud, Rafaela Kennedy, Rochelle Costi e Juliana Araujo, entre outros nomes. Como parte da experiência expositiva, a artista Sthe Araujo assina uma paisagem sonora criada especialmente para a mostra, ampliando a dimensão sensorial do percurso. 

Mais do que uma figura do panteão afro-brasileiro, Exu aparece na exposição como força viva e cotidiana, reafirmando sua centralidade nas culturas afro-diaspóricas. Ao articular obras históricas e contemporâneas, a mostra propõe uma reflexão sobre memória, ancestralidade e imaginação, ressaltando a vitalidade de Exu em diferentes linguagens, tempos e territórios. 

Como parte da programação de abertura, o Museu realiza, no mesmo dia 21 de março, uma série de atividades que ampliam o debate proposto pela exposição. Das 10h30 às 12h30, acontece o Ateliê Aberto – “Exu não é diabo! Combatendo o racismo religioso”, conduzido pelo educador Du Kiddy Artivista. A atividade combina visita mediada ao acervo e oficina prática para abordar os impactos do racismo religioso e os processos históricos de demonização das religiões de matriz africana. Realizada no Dia Internacional pela Eliminação da Discriminação Racial, a ação articula educação e debate público em diálogo com os temas da mostra. Para participar, é necessário realizar inscrição prévia. 

Ainda como parte da programação de abertura, o Museu realiza, das 15h às 17h, o Encontro com artistas –Padê para abrir os caminhos, no Auditório Ruth de Souza. Com entrada gratuita e acessibilidade em Libras, a atividade propõe um espaço de diálogo entre artistas e público a partir das obras reunidas na mostra. 

Participam do bate-papo os artistas Babi Lopes, Carla Désirée, Juliana Araujo, Yemọjazz, Ayọ̀kàndé, Sthe Araujo e Antonio Pulquério, cujas produções integram a exposição. O encontro amplia a experiência da abertura ao aproximar o público dos processos criativos, das trajetórias e das reflexões que atravessam os trabalhos apresentados. 

Encontro com artistas – Padê para abrir os caminhos integra o Programa Conceição Evaristo –Escrevivências e reforça o papel do Museu como espaço de escuta, criação e circulação de saberes, promovendo reflexões sobre memória, identidade e experiências afro-diaspóricas por meio de múltiplas formas de expressão artística.

Sobre o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo é uma instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo administrada pela Associação Museu Afro Brasil – Organização Social de Cultura. Inaugurado em 2004, a partir da coleção particular do seu fundador, Emanoel Araujo (1940-2022), o museu é um espaço de história, memória e arte. Localizado no Pavilhão Padre Manoel da Nóbrega, dentro do mais famoso parque de São Paulo, o Parque Ibirapuera, o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conserva, em cerca de 12 mil m², um acervo museológico com mais de 8 mil obras, apresentando diversos aspectos dos universos culturais africanos e afro-brasileiro e abordando temas como religiosidade, arte e história, a partir das contribuições da população negra para a construção da sociedade brasileira e da cultura nacional. O museu exibe parte deste acervo na exposição de longa duração e realiza exposições temporárias. 

About the Exhibition

Opening of Padê – Sentinel at the Threshold of Memory on March 21 Features Special Program with Educational Activity and Artist Talk


Exu is the Orixá who opens pathways, mediates between worlds, and guards the crossroads. The first deity to be honored, Exu’s presence permeates multiple dimensions of the Afro-diasporic experience. It is from this symbolic force that Padê – Sentinel at the Threshold of Memory emerges, an exhibition curated by Rosa Couto, opening on March 21 at 2:00 p.m. at Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, an institution of the São Paulo State Secretariat for Culture, Economy and Creative Industries, located in Ibirapuera Park.

The exhibition brings together works from the Museu Afro Brasil Emanoel Araujo Collection in dialogue with contemporary artistic practices to explore the presence and power of Exu within African and Afro-Brazilian cultures. Inspired by the padês—ritual offerings dedicated to Exu—the exhibition interweaves art, spirituality, and memory through sculptures, sacred objects, paintings, photographs, and African artworks, creating a journey that presents Exu as a force of communication, transformation, and movement.

Organized around three conceptual sections—Africa, Crossing, and Diaspora—the exhibition explores different territories, temporalities, and interpretations associated with Exu. The Africa section presents works reflecting Indigenous African understandings of the Orixá in his many dimensions, emphasizing his relationship to ritual, exchange, and communication. Crossing examines Exu as the deity of movement and displacement, associated with crossroads, roads, streets, oceans, and passages. Finally, Diaspora investigates the transformations of Exu within the African diaspora, his presence in Afro-Brazilian religions such as Candomblé and Umbanda, and his continuing resonance in contemporary art. 

“Exu is the principle of movement. He is the force that breaks inertia and sets the world in motion. Conceiving an exhibition dedicated to him is also a way of reflecting on memory, transformation, and the energies that flow through Afro-diasporic cultures. By bringing together historical and contemporary works, the exhibition proposes a meeting point between ancestry, art, and imagination,” says curator Rosa Couto.

The exhibition features works by artists including Emanoel Araujo, Sidney Amaral, Gustavo Nazareno, Carla Désirée, Felix Farfan, Ronaldo Rêgo, Mario Cravo Neto, Pierre Verger, Mestre Didi, Moisés Patrício, Georges Liautaud, Rafaela Kennedy, Rochelle Costi, and Juliana Araujo, among others. As part of the exhibition experience, artist Sthe Araujo has created a site-specific soundscape that expands the sensory dimension of the visitor’s journey.

More than a figure within the Afro-Brazilian sacred pantheon, Exu is presented here as a living and everyday force, reaffirming his central role within Afro-diasporic cultures. By bringing together historical and contemporary works, the exhibition encourages reflection on memory, ancestry, and imagination, highlighting Exu’s enduring vitality across artistic languages, historical periods, and territories.. 

As part of the opening program, the museum will host a series of public activities on March 21. From 10:30 a.m. to 12:30 p.m., visitors may participate in the Open Studio – “Exu Is Not the Devil! Confronting Religious Racism,” led by educator Du Kiddy Artivista. Combining a guided visit to the museum’s collection with a hands-on workshop, the activity examines the impacts of religious racism and the historical demonization of African-derived religions. Held on the International Day for the Elimination of Racial Discrimination, the program brings together education and public dialogue around the exhibition’s central themes. Advance registration is required.. 

Later that afternoon, from 3:00 p.m. to 5:00 p.m., the museum will host the Artist Talk – Padê: Opening the Pathways, held in the Ruth de Souza Auditorium. Free of charge and accessible in Brazilian Sign Language (Libras), the event creates an opportunity for dialogue between artists and the public through the works presented in the exhibition. 

Participating artists include Babi Lopes, Carla Désirée, Juliana Araujo, Yemọjazz, Ayọ̀kàndé, Sthe Araujo, and Antonio Pulquério, whose works are featured in the exhibition. The conversation offers audiences deeper insight into the artists’ creative processes, trajectories, and the ideas that shape their work. 

The Artist Talk – Padê: Opening the Pathways is part of the Conceição Evaristo – Escrevivências Program, reinforcing the museum’s role as a space for dialogue, artistic creation, and the circulation of knowledge while fostering reflections on memory, identity, and Afro-diasporic experiences through multiple forms of artistic expression.

About Museu Afro Brasil Emanoel Araujo

Museu Afro Brasil Emanoel Araujo is an institution of the São Paulo State Secretariat for Culture, Economy and Creative Industries, managed by the Associação Museu Afro Brasil, a nonprofit cultural organization. Established in 2004 from the private collection of its founder, Emanoel Araujo (1940–2022), the museum is dedicated to history, memory, and art.

Located in the Padre Manoel da Nóbrega Pavilion within São Paulo’s iconic Ibirapuera Park, the museum occupies approximately 12,000 square meters and houses a collection of more than 8,000 works of art and historical objects. Its collection explores the cultural universes of Africa and the African diaspora in Brazil, addressing themes such as religion, art, and history through the contributions of Black people to the formation of Brazilian society and national culture. Alongside its long-term exhibition, the museum presents an ongoing program of temporary exhibitions, educational activities, and public engagement initiatives.

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