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Os acervos do MAB
O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo reúne cerca de 20 mil itens que exploram temas como arte, história e religiosidade, refletindo sobre a trajetória das populações africanas e seus descendentes e destacando suas contribuições para a formação da sociedade brasileira.
Esses itens estão organizados em três acervos: artístico arquivístico e bibliográfico. Juntos, eles abrangem:
- Produção artística que percorre diferentes períodos da história da arte no Brasil;
- Artes africanas e afro-diaspóricas de países dos continentes americano e africano;
- Objetos ligados às religiosidades afro-brasileiras;
- Documentos e objetos referentes à história social. econômica e cultural afro-brasileira;
- Documentos sobre a história institucional do Museu;
- Publicações relacionadas a esses temas.
Essa coleção diversa promove uma visão abrangente e profunda das contribuições negras e afro diaspóricas para o Brasil e para o mundo.
Acervo Museológico
O acervo museológico do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo conta com mais de 8 mil itens, abrangendo desde o século XVIII até a contemporaneidade. A coleção inclui uma ampla variedade de tipologias, como, pinturas, esculturas, gravuras e desenhos; talhas e instalações artísticas; fotografias, joias, adornos e cerâmicas; mobiliários e objetos de rituais; indumentárias, têxteis, ferramentas e utensílios domésticos.
Essa diversidade reflete a riqueza histórica, cultural e artística representada no acervo.
Acervo Arquivístico
O acervo arquivístico do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, criado em 2004, reúne documentos administrativos e históricos essenciais para a preservação da memória e o suporte à pesquisa. Ele inclui registros sobre exposições e eventos realizados, oferecendo um panorama da trajetória do Museu e destacando seu papel na valorização da cultura e na preservação da memória afro-brasileira.
Acervo Bibliográfico
A Acervo bibliográfico é composto por livros, periódicos, catálogos de arte, entre outras publicações que abordam historiografias das artes e culturas relacionadas às temáticas africana e afro-brasileira, em diálogo com os conteúdos do acervo museológico. Inclui, ainda, um segmento de obras especiais e raras que se encontram digitalizadas.
GLOSSÁRIO MAB
Esta sessão apresenta um glossário em constante atualização, reunindo termos e conceitos fundamentais para a compreensão de nossos acervos e da memória afro-brasileira. O material é fruto do trabalho integrado entre diferentes núcleos técnicos do museu e pesquisadores, e busca oferecer ao público uma ferramenta de consulta acessível, referenciada em nosso acervo documental, bibliográfico e museológico.
Adenor Gondim
Datação vida e morte: Ruy Barbosa, BA, Brasil, 1950
Biografia: Adenor Gondim é formado em biologia, porém, seguindo os passos do pai, escolheu o fotojornalismo como profissão. Apresentou sua primeira exposição individual, intitulada Visão, 50 fotografias P&B: arquitetura, paisagem e cotidiano, em 1978, na cidade de Salvador. Em 1982, deu iniciou a série Romaria do Bom Jesus da Lapa, que resultou em uma mostra individual na década de 1990. Na mesma década, produziu Irmandade de Nossa Senhora da Boa Morte e Santos de Cachoeira. Dentre seus trabalhos mais recentes, destaca-se a série Os Cão (2009 – 2017), que registra a Micareta de Jacobina — festa popular realizada anualmente no município baiano de Jacobina, no fim da Quaresma.
Gênero: Masculino
Ofício: Fotógrafo
Tipologia: Fotografia
Período de atividade: a partir de 1970
Referências bibliográficas:
UTÓPICA. Disponível em: https://utopica.photography/artists/52-adenor-gondim/overview/ Acesso em: 26 mai 2025.
FALCON, Gustavo. Irmandade da Boa Morte. Portal Geledés. Disponível em: https://www.geledes.org.br/irmandade-da-boa-morte-2/ Acesso em: 26 mai 2025.
GONDIM, Adenor. Arte e Religiosidade no Brasil: heranças africanas. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1997.
Agnaldo Manuel dos Santos
Datação vida e morte: Itaparica, Bahia, Brasil, 1926 – Salvador, Bahia, Brasil, 1962
Biografia: Agnaldo Manoel dos Santos foi assistente no ateliê de Mário Cravo Junior e, a partir de 1953, trabalhou com entalhe em madeira, técnica pela qual ganhou notoriedade. Sua produção abrange carrancas — sob influência do mestre Francisco Guarany —, santos do catolicismo e elementos ligados à cultura popular e à religiosidade afro-brasileira. Em 1957, participou da 4ª Bienal de São Paulo com a obra Pilando Dendê, que recebeu o prêmio de escultura. No mesmo ano, realizou sua primeira individual na Petit Galerie, no Rio de Janeiro. Posteriormente, integrou o Salão Nacional de Arte Moderna, em 1959 e 1961.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1953-1962
Referências bibliográficas:
BEVILACQUA, Juliana Ribeiro da Silva. Agnaldo Manuel dos Santos: a conquista da modernidade. São Paulo: Almeida e Dale Galeria, 2021.
ESCRITÓRIO DE ARTE. Agnaldo dos Santos. Disponível em: https://www.escritoriodearte.com/artista/agnaldo-dos-santos. Acesso em: 28 mai. 2025.
VENTURA, Alexandre. A escultura de Agnaldo Manuel dos Santos, In: Palácio das Artes. Disponível em: https://fcs.mg.gov.br/a-escultura-de-agnaldo-manoel-dos-santos/. Acesso em: 28 mai. 2025.
Alphonse Yémadjè
Datação vida e morte: Abomey, Benim, 1916 – Cotonu, Benim, 2012
Biografia: Alphonse Yémadjè iniciou sua carreira ainda na juventude, pintando telas, influenciado por seu pai. Destacou-se por suas tapeçarias e appliqués. Em 1974 foi condecorado com o Diploma Honorário da Feira da Independência de Cotonu. Na década de 1990, ilustrou as Fábulas de La Fontaine e, em 1995, participou das comemorações do tricentenário da morte do autor na França. Em 1992, foi elevado ao posto de Cavaleiro da Ordem do Mérito do Benim. Antes de se destacar como artista, serviu o Exército Colonial Francês, participando das guerras contra a antiga Indochina e a Argélia.
Gênero: Masculino
Ofício: Artista plástico
Tipologia: Colagem
Período de atividade: 1970-2000
Referências bibliográficas:
HESSOUN, Charly. Le pasticien Alphonse Yémadjè a tiré sa révérence. La Nouvelle Tribune. Disponível em: https://lanouvelletribune.info/2012/07/le-plasticien-alphonse-yemadje-a-tire-sa-reverence/. Acesso em: 27 mai 2025.
MUSEU AFRO BRASIL, Metadados. Disponível em: https://museuafrobrasil.org.br/pessoas-grupos-instituicoes-organizacoes/alphonse-yemadje/. Acesso em: 27 mai 2025.
MUSEU AFRO BRASIL. O Benin está vivo ainda lá: ancestralidade e contemporaneidade. São Paulo, 2018.
FUNDAÇÃO CULTURAL PALMARES. Reinos e Impérios Africanos – Reino do Daomé. Disponível em: https://www.gov.br/palmares/pt-br/assuntos/noticias/reinos-e-imperios-africanos-2013-reino-do-daome. Acesso em: 29 mai. 2025.
UNESCO. Palácios Reais de Abomey. Disponível em: https://whc.unesco.org/en/list/323/. Acesso em: 29 mai. 2025.
PACHECO, Gustavo. O trono de Adandozan, ou para que serve um museu. Disponível em: https://oglobo.globo.com/epoca/gustavo-pacheco/o-trono-de-adandozan-ou-para-que-serve-um-museu-23038185. Acesso em: 03 jun. 2025.
PARÉS, Luís Nicolau. Cartas do Daomé: uma introdução. In: Afro-Ásia (47), 2013. Disponível em: https://www.scielo.br/j/afro/a/Kryz9RP7njwb6RSRKXscfPm/. Acesso em: 29 mai. 2025.
Ana das Carrancas (Ana Leopoldina Santos Lima)
Datação vida e morte: Ouricuri/PE, 1923 – Petrolina/PE, 2008
Biografia: “Ana das Carrancas, nome artístico de Ana Leopoldina Santos (1923-2008), foi uma importante ceramista brasileira, reconhecida por suas peças de barro, especialmente as carrancas, esculturas de figuras antropomórficas e zoomórficas com expressões marcantes, usadas tradicionalmente como proteção nas embarcações do Rio São Francisco. Nascida em Ouricuri, no sertão de Pernambuco, Ana viveu a maior parte de sua vida em Petrolina, onde desenvolveu sua arte e deixou um legado cultural significativo.
Ana começou a trabalhar com cerâmica ainda jovem, como forma de complementar a renda da família. Suas habilidades manuais e a inspiração na tradição popular levaram-na a criar carrancas com uma estética única. Suas peças, de feições severas e por vezes deformadas, transmitiam a força espiritual que, segundo crenças populares, protegia contra maus espíritos.
Mesmo perdendo a visão com o tempo, Ana continuou a produzir suas obras, o que lhe rendeu o apelido de “”Ana das Carrancas””. Seu trabalho passou a ser conhecido e valorizado dentro e fora do Brasil, e ela recebeu diversas homenagens ao longo de sua vida, sendo considerada uma das maiores representantes da arte popular brasileira. Além das carrancas, Ana também produziu jarros, vasos e esculturas de figuras humanas e animais.
Sua obra está intimamente ligada à cultura sertaneja e ao imaginário do Rio São Francisco, conhecido como “”Velho Chico””. Ana das Carrancas também é lembrada pelo seu engajamento social, mantendo suas raízes e ensinando suas técnicas para gerações futuras, preservando a tradição da cerâmica na
região. Hoje, sua casa-ateliê em Petrolina abriga um museu em sua homenagem.”
Gênero: Feminino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: década de 1940 – 2008
Referências bibliográficas:
“FERREIRA, Carlos Augusto. Ana das Carrancas e a Tradição Ceramista no Sertão do São Francisco. In: BRAGA, Rachel; LIMA, Ricardo. Arte Popular e Cultura no Brasil. Recife: Massangana, 2009. p. 101-123. FROTA, Lélia Coelho. A Imaginação Mítica nas Carrancas de Ana Leopoldina. Revista de Artes Plásticas, Rio de Janeiro, n. 12, p. 12-29, 1985.
FROTA, Lélia Coelho. Arte Popular e Cerâmica no Brasil. São Paulo: Círculo do Livro, 1975.
FROTA, Lélia Coelho. As Mãos de Todo Mundo: Ana das Carrancas e a Expressão do Sertão. In: OLIVEIRA, Lúcia; DIAS, Antônio Carlos. Brasil de Muitas Formas: Arte Popular Brasileira. Rio de Janeiro: Salamandra, 1997. p. 45-60.
FROTA, Lélia Coelho. Dicionário da Arte do Povo Brasileiro. Rio de Janeiro: Instituto Brasileiro de Arte e Cultura, 2005.
FROTA, Lélia Coelho. O Artista Popular e seus Caminhos. Rio de Janeiro: Funarte, 1986.
NUNES, Myriam; MACEDO, José de Oliveira. Ana das Carrancas: a Dama do Barro. São Paulo: Editora Nobel, 1994.
SANTOS, Fátima Regina. As Carrancas do São Francisco e a Cerâmica de Ana Leopoldina Santos (Ana das Carrancas). Revista do Instituto Histórico e Geográfico de Sergipe, Aracaju, n. 38, p. 145-160, 2005. SILVA, Maria José da. Ana das Carrancas: Memória e Identidade Cultural no Vale do São Francisco. 2010. Dissertação (Mestrado em Cultura e Sociedade) – Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2010.”
Antonio Firmino Monteiro
Datação vida e morte: Rio de Janerio, RJ, Brasil, 1855 – Niterói, RJ, 1888
Biografia: Antônio Firmino Monteiro foi um homem negro livre no Brasil escravista. Antes de se consagrar como pintor e professor de artes, exerceu ofícios como caixeiro, tipógrafo e encadernador. Em 1870, iniciou seus estudos no curso noturno de desenho na Academia Imperial de Belas Artes (AIBA), mas logo se transferiu para o curso diurno de paisagem. Em 1877, recebeu uma medalha pelo desempenho. No ano seguinte, teve sua obra elogiada pelo Conde de Iguaçu e por D. Pedro II. Em 1879, participou da Exposição Geral de Belas Artes, onde recebeu medalha de ouro pela obra Exéquias de Camorim. Embora tenha viajado à Europa, suas telas em geral retratam o Brasil, sobretudo a cidade do Rio de Janeiro.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: Séciulo XIX
Referências bibliográficas:
ASSIS, Machado de. O quadro do sr. Firmino Monteiro. In: Revista Apotheke. v. 7, n. 1, abril, 2021. p. 219-220. Disponível em: https://periodicos.udesc.br/index.php/apotheke/article/view/20353. Acesso em: 10 jun. 2025.
ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL. Firmino Monteiro. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6842-firmino-monteiro. Acesso em: 10 jun. 2025.
MOREIRA, Giovana Loos. A construção da História Nacional pelo pintor Firmino Monteiro entre 1879 e 1884. Dissertação de mestrado em História. Juiz de Fora, MG: UFJF, 2016. Disponível em: chrome-extension://efaidnbmnnnibpcajpcglclefindmkaj/https://repositorio.ufjf.br/jspui/bitstream/ufjf/2241/1/giovanaloosmoreira.pdf. Acesso em: 12 jun. 2025.
MUSEU AFRO BRASIL. Negros Pintores. São Paulo: MAB, 2008.
ROZA, Beatriz Ellen dos Santos. Firmino Monteiro e a Academia Imperial de Belas Artes: nem tudo é preto no branco. Trabalho de Conclusão de Curso em História da Arte. Rio de Janeiro: UFRJ, 2023. Disponível em: https://pantheon.ufrj.br/handle/11422/21091. Acesso em: 12 jun 2025.
Aleijadinho (Antônio Francisco Lisboa)
Datação vida e morte: Ouro Preto, MG, Brasil, 1738 – 1814
Biografia: Antônio Francisco Lisboa, Aleijadinho foi um dos principais artistas da escultura e da arquitetura barroca no Brasil. Filho do arquiteto português Manuel Francisco Lisboa e Isabel, uma mulher escravizada. Viveu e trabalhou em Minas Gerais no apogeu da economia mineradora, cuja pujança proporcionou crescimento urbano e investimentos em obras públicas. As construções na região — hoje reconhecidas como patrimônio histórico e artístico nacional — ocorreram sobretudo nesse contexto. Entre suas obras mais relevantes, destacam-se a fachada e a decoração da Igreja de São Francisco de Assis, em Ouro Preto, o conjunto de estátuas da Paixão de Cristo e as 12 esculturas dos profetas para o Santuário do Bom Jesus de Matosinhos.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: Séculos XVIII e XIX
Referências bibliográficas:
MASP. Imagens do Aleijadinho. São Paulo: MASP, 2018.
TOLEDO, Benedito Lima de. Esplendor do Barroco. 2ª ed. Cotia, SP: Ateliê Editorial, 2015.
SANTOS FILHO, Olinto Rodrigues dos. A Capela da Fazenda da Jaguara e o Mestre Aleijadinho. IPHAN. Disponível em: http://portal.iphan.gov.br/noticias/detalhes/118. Acesso em: 10 jul. 2025.
CÂMARA DOS DEPUTADOS. Conheça a história de Antônio Francisco Lisboa, o Aleijadinho. Disponível em: https://www2.camara.leg.br/a-camara/programas-institucionais/experiencias-presenciais/parlamentojovem/noticias_para_voce/conheca-a-historia-de-antonio-francisco-lisboa-o-aleijadinho#:~:text=Mas%20em%201777%2C%20ele%20foi,a%20ser%20conhecido%20como%20Aleijadinho. Acesso em: 09 jun. 2025.
Arthur Timótheo da Costa
Datação vida e morte: Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1882 – 1922
Biografia: Arthur Timótheo da Costa foi pintor, desenhista, decorador, entalhador e cenógrafo. Nascido em uma família humilde, na juventude, tornou-se aprendiz na Casa da Moeda do Rio de Janeiro, onde teve lições de desenho e contato com processos de gravação de imagens, por meio da impressão de selos e moedas. Em 1894, incentivado pelo diretor da instituição, matriculou-se junto ao irmão, João Timótheo da Costa, na Escola Nacional de Belas Artes. Embora tenha sido fundada com o objetivo de romper com o modelo imperial de ensino, a escola manteve diversas práticas e estruturas da instituição que a antecedeu até o final da década de 1920. A superação desse modelo se concretizou de forma mais evidente nos anos 1930, quando Lúcio Costa assumiu sua direção. Teve aulas com Daniel Bérard (1846 – 1910), Henrique Bernardelli (1858 – 1936), Rodolfo Amoedo (1857 – 1941) e João Zeferino da Costa (1840 – 1915). Concomitante aos estudos, passou a trabalhar como auxiliar de Oreste Coliva, com quem aprendeu cenografia.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: 1882-1922
Referências bibliográficas:
ARTHUR Timótheo da Costa. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6581-arthur-timotheo-da-costa. Acesso em: 18 de junho de 2025. Verbete da Enciclopédia.
MUSEU AFRO BRASIL. Negros Pintores. São Paulo: MAB, 2008.
SOUZA, Gilda de Mello e. Pintura Brasileira contemporânea: os precursores. Discurso, São Paulo, v. 5, n. 5, p. 119-130, 1974. Disponível em: https://revistas.usp.br/discurso/article/view/37767. Acesso em: 10 jul. 2025.
Aston (Serge Aurélien Tehogbola Mikpon)
Datação vida e morte: Cotonou, Benin, 1964
Biografia: Serge Aurélien Tehogbola Mikpon, conhecido como Aston, é músico e artista autodidata nascido em Benin. Aston percorre ruas, praias, acostamentos e depósitos de lixo recolhendo itens descartados para compor suas obras. Estas variam entre grandes instalações e pequenas esculturas ou objetos. Participou da Bienal de Arte Africana Contemporânea (2014), em Dakar, e da Bienal de Arte Contemporânea do Benim (2012), onde recebeu o prêmio Regard Bénin pela instalação sobre o Holocausto intitulada A Solução Final. Expôs em países como Benim, França, Brasil e Portugal: O Benin está vivo ainda lá (2007); O Benin em 2058 (2009); Le Tour de France Cycliste (2005); Revelation! Contemporary Art from Benin (2024). Ao longo dos anos 2000, participou ativamente da cena artística de Cotonu, integrando coletivas como Boulv’art e festivais como o Salon Béninois d’Art Contemporain.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor/Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: a partir de 1990
Referências bibliográficas:
ARAUJO, Emanoel; JOLLY, André [curadores]. Benin – está vivo ainda lá. Ancestralidade e contemporaneidade (catálogo). Imprensa Oficial: São Paulo, 2007.
ARAUJO, Emanoel (org.). Africa Africans. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2015.
COSMOGONIES. Zinsou, une collection africaine. MO.CO. COLLECTIONS. Catálogo 2021. Disponível em: . Acesso em: [DATA].
MO.CO. – MONTPELLIER CONTEMPORAIN. Cosmogonies: Zinsou, une collection africaine [catálogo]. Montpellier: MO.CO. Collections, 2021. Disponível em: . Acesso em: DATA.
Aurelino dos Santos
Datação vida e morte: Salvador, BA, Brasil, 1942
Biografia: Aurelino dos Santos nasceu na Bahia e trabalhou como cobrador de ônibus antes de ser reconhecido como artista. É analfabeto e considerado um pintor autodidata.
Sua trajetória como pintor, iniciada nos anos 1960, foi diretamente influenciada por seu então vizinho, o escultor baiano Agnaldo dos Santos (1926 – 1962), que adquiriu sua primeira obra. Foi levado para São Paulo por Lina Bo Bardi (1914 – 1992), arquiteta ítalo-brasileira, que o conheceu quando esteve à frente do Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA); e por seu marido, Pietro Maria Bardi (1900 – 1999), à época diretor do Masp, que passaram a agenciá-lo antes de seu retorno a Salvador.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: a partir de 1990 –
Referências bibliográficas:
CONEXÃO BAHIA. Conheça a história do pintor autodidata Aurelino dos Santos, Globo Play, 2019. Disponível em: https://globoplay.globo.com/v/7743979/. Acesso em: 10 de julho de 2025
MUSEU AFRO BRASIL (Org.). Aurelino [catálogo] São Paulo: Museu Afro Brasil, 2012.
PAULO DARZÉ GALERIA. Aurelino. Disponível em: https://paulodarzegaleria.com.br/artistas/aurelino/. Acesso em 10 de julho de 2025.
TV BRASIL. Conheça o trabalho do artista autodidata Aurelino dos Santos. YouTube, 08 abr. 2019. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=TOC8g_V3PiM&t=36s&ab_channel=TVBrasil. Acesso em 10 de julho de 2025.
Ayrson Heráclito
Datação vida e morte: Macaúbas, BA, Brasil, 1968
Biografia: Ayrson Heráclito é artista multimídia e professor da Universidade Federal do Recôncavo. Seus trabalhos e pesquisas perpassam o período colonial baiano, as injustiças sociais resultantes da escravidão no Brasil, bem como as heranças culturais e as religiosidades afro-brasileiras. No exterior, seus trabalhos passaram pela 57ª Bienal de Veneza, a III e X Bienais do Mercosul, e a Trienal de Luanda. No Brasil, esteve em instituições como a Pinacoteca de São Paulo, Museu de Arte do Rio (MAR), Museu de Arte Contemporânea do Rio de Janeiro (MAC-RJ), Sesc Pompeia, Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB). Algumas dessas, assim como o Instituto Inhotim, o Masp, o Museum der Weltkulturen e a Associação Cultural Videobrasil, também integram suas obras em seus acervos.
Gênero: Masculino
Ofício: Artista/Fotógrafo
Tipologia: Fotografia
Período de atividade: a partir de 1980
Referências bibliográficas:
CLEVELAND, Kimberly L. Black Art in Brazil: Expressions of Identity. University Press of Florida, 2013.
CIOTTI, N. Entrevista com Ayrson Heráclito. Manzuá: Revista de Pesquisa em Artes Cênicas, [S. l.], v. 2, n. 2, p. 7–18, 2019. Disponível em: https://periodicos.ufrn.br/manzua/article/view/18935. Acesso em: 30 maio. 2025.
MOREIRA, Marcello. Bori: a arte de dar comida aos Deuses. Disponível em: site_texto-sobre_bhttps://ayrsonheraclito.com/wp-content/uploads/2022/03/site_texto-sobre_bori-1.pdfori-1.pdf
Bajado (Euclides Francisco Amâncio)
Datação vida e morte: Maraial, PE, Brasil, 1912 – 1996
Biografia: Euclides Francisco Amâncio, Bajado nasceu em Maraial, Pernambuco, mas foi em Olinda que construiu sua história com a arte até o seu falecimento. Trabalhou por anos como cartazista de cinemas e estabelecimentos comerciais, e é considerado um artista autodidata. Foi homenageado pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco) com uma exposição na França, dois anos antes de seu falecimento. Expôs seus quadros em Portugal, e dá nome à Casa Bajado e ao Cine Bajado, ambos sediados em Olinda. Por suas mãos, podemos viver um pouco das festividades pernambucanas. A relação entre Olinda e Bajado é profunda: a cidade inspira sua arte, e o artista retribui eternizando seus festejos e habitantes em suas composições visuais.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: 1940-1990
Referências bibliográficas:
ENCICLOPÉDIA ITAÚ CULTURAL. Bajado. 16 jan. 2025. Disponível em: https://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/6429-bajado. Acesso em: 10 de julho de 2025.
FUNDAÇÃO JOAQUIM NABUCO. Bajado, um artista de Olinda (1996). YouTube, 21 fev. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=KZDfQhy8mdM&ab_channel=Funda%C3%A7%C3%A3oJoaquimNabuco. Acesso em: 10 de julho de 2025.
INSTITUTO DO PATRIMÔNIO HISTÓRICO E ARTÍSTICO NACIONAL (IPHAN). Dossiê do Maracatu-Nação: Inventário Nacional de Referências Culturais – INRC do Maracatu-Nação. Disponível em: https://bcr.iphan.gov.br/documentos-do-process/dossie-de-registro-maracatu-nacao/. Acesso em: 3 jul. 2025.
Benedito José Tobias
Datação vida e morte: São Paulo, SP, Brasil, 1894 – 1963
Biografia: Benedito José Tobias foi um pintor e desenhista paulistano. Iniciou suas atividades nas primeiras décadas do século XX. No entanto, sua participação em exposições e as premiações ocorreram a partir dos anos 1930. Foi sucessivamente premiado em diferentes edições do Salão Paulista de Belas Artes e, em 1958, integrou a Comissão Organizadora da 25ª edição desse evento.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: 1930-1963
Referências bibliográficas:
CORRÊA, Carolina Cerqueira. Benedito José Tobias: impressões do pouco que se sabe, In: Encontro Nacional da Associação Nacional de Pesquisadores em Artes Plásticas, 28, Origens, 2019, Cidade de Goiás. Anais […] Goiânia: Universidade Federal de Goiás, 2019. p.31-42. Disponível em: https://anpap.org.br/anais/2019/PDF/ARTIGO/28encontro______CORREA_Carolina_Cerqueira_31-42.pdf. Acesso em 23 jun. 2025.
MUSEU AFRO BRASIL. Negros Pintores. São Paulo: MAB, 2008.
TAVARES, Thayná de Paula da Silva. Benedito José Tobias (1894-1963): trajetória e retratística. Dissertação de mestrado em História. Juíz de Fora, MG: UFJF, 2023. Disponível em: https://repositorio.ufjf.br/jspui/handle/ufjf/16172. Acesso em: 23 jun. 2025.
Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)
Datação vida e morte: Lanús, Argentina, 1911 – Salvador, BA, Brasil, 1997
Biografia: Hector Julio Páride Bernabó, Carybé foi desenhista, ilustrador, pintor, gravador, muralista, ceramista, escultor e jornalista. Nos anos 1920 trabalhou como assistente no ateliê de cerâmica de seu irmão mais velho, Arnaldo, no Rio de Janeiro, e estudou por dois anos na Escola Nacional de Belas Artes (ENBA). De volta à Argentina, nos anos 1930, trabalhou com charges, ilustrações e publicidade em jornais. Participou de sua primeira exposição coletiva no Museu Municipal de Belas Artes, em Buenos Aires, em 1939. Mudou-se para o Brasil em 1949, onde viveu até o fim da vida. Participou de diversas exposições individuais e coletivas no Brasil e em países como Itália, Nigéria, Iraque, Estados Unidos, Alemanha, Espanha, entre outros.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor, gravador
Tipologia: Pintura, gravura
Período de atividade: 1940-1990
Referências bibliográficas:
CARYBÉ. ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/432-carybe. Acesso em: 25 jun. 2025..
VENTURA, Alexandre. Carybé: quotidiano de Salvador em meados do século XX. [S.l.: s.n.], [s.d.]. Disponível em: https://fcs.mg.gov.br/a-criacao-escultorica-de-leandro-gabriel/. Acesso em: 25 jun. 2025.
Cícera Fonseca da Silva (Ciça)
Datação vida e morte: Juazeiro do Norte, CE, Brasil, 1935
Biografia: Cícera Fonseca da Silva: Renomada artista visual brasileira, Cícera
Fonseca da Silva nasceu no sítio do Brejo Seco e iniciou-se na cerâmica aos
10 anos, influenciada por seu tio. Durante sua infância, Ciça produzia
panelinhas e cofres em forma de animais, vendendo-os nas feiras de Juazeiro
do Norte, Crato, Barbalha e Missão Velha. Apesar de ter trabalhado na roça
durante muitos anos devido à imposição de seus pais agricultores, ela retomou
o contato com a arte do barro após se casar, aos 26 anos. Na década de 1960,
Cícera começou a criar figuras de santos e cenas regionais, como o reisado, a
banda cabaçal e o dragão inspirado em folhetos de cordel. A partir da década
de 1970, passou a produzir máscaras (relevos) em barro cozido policromado,
uma tipologia que consagrou a artista, tornando-se suas obras mais
conhecidas em sua carreira.
Gênero: Feminino
Ofício: Ceramista
Tipologia: Relevo e escultura
Período de atividade: a partir de 1945
Referências bibliográficas:
SILVA, Cícera Fonseca da. Cores da Vida: A Arte e Cultura Nordestina. Editora
Cultura Viva, 2010. FROTA, Lélia Coelho. Pequeno Dicionário da arte do
povo brasileiro: século XX. Aeroplano, Rio de Janeiro, 2005.
Cícero Alves dos Santos (Véio)
Datação vida e morte: Nossa Senhora da Glória/SE, 1947
Biografia: Cícero Alves dos Santos, conhecido como Véio, desde a infância,
demonstrou um talento natural para esculpir pequenos brinquedos e figuras a
partir da madeira ao seu redor. O artista destacou-se pela habilidade de
transformar pedaços de madeira descartada em esculturas impressionantes.
Suas obras são marcadas por uma expressividade no entalhe, resultando em
um acabamento rústico. e composições que aludem ao cotidiano do sertão
nordestino. Sua produção escultórica apresenta figuras humanas e animais em
composições que evocam o cotidiano do sertão nordestino, pela sua natureza,
pelos seus contos ou pelas suas figuras regionais.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Relevo e escultura
Período de atividade: a partir década de 1970
Referências bibliográficas:
“BORGES, Adélia. Arte Popular Brasileira. São Paulo: WMF Martins Fontes,
2016.
MAROUES, Lúcia. “”Véio: A Escultura do Sertão””. Revista de Cultura Popular,
v. 14, n. 2, 2018. Museu de Arte Popular do Nordeste. Véio – Escultor do
Imaginário. Catálogo de Exposição, 2019. GONÇALVES, Carlos Eduardo. A
Arte de Véio e a Cultura do Sertão. 2020. Tese (Doutorado em Antropologia) –
Universidade Federal de Sergipe, Aracaju, 2020.
SANTOS, Maria de Lourdes. Brutalidade Delicada: A Escultura de Véio. São
Paulo: Imprensa Oficial, 2015. Instituto Cultural Itaú. Véio no Itaú Cultural.
Disponível em: https://www.itaucultural.org.br. Acesso em: 19 jun. 2024.
Revista Artes do Brasil. “”Mestres do Sertão””. Edição Especial, 2022.”
Cícero Ferreira Cardoso
Datação vida e morte: Juazeiro do Norte /CE, Brasil, 1969
Biografia: “Filho do artista Manoel Graciano, Cícero iniciou sua carreira
artística aos 15 anos. Influenciado pelo pai, desenvolveu um estilo próprio,
variando entre semelhanças e diferenças com as obras paternas.
Entretanto, Cícero é conhecido por sua diversidade temática, incluindo figuras
zoomorfas, ex-votos, santos e esculturas regionais, como a banda cabaçal,
Lampião e Maria Bonita.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: A partir de 1984
Referências bibliográficas:
“SILVA, João. Escultores do Brasil: Trajetórias e Obras. 2. ed. São Paulo:
Editora Arte Brasileira, 2015. OLIVEIRA, Maria. A influência da tradição na
escultura popular brasileira. Revista de Arte e Cultura, Rio de Janeiro, v. 12, n.
3, p. 45-59, jul. 2020.
CARDOSO, Cícero Ferreira. Filho do artista Manoel Graciano, Cícero iniciou
sua carreira artística aos 15 anos, esculpindo uma cabeça de indígena em
madeira reaproveitada. Influenciado pelo pai, desenvolveu um estilo próprio,
variando entre semelhanças e diferenças com as obras paternas. (SILVA, 2015;
OLIVEIRA, 2020).”
Crisaldo Morais (Crisaldo de Assunção Moraes)
Datação vida e morte: Recife /PE, Brasil,1932 – Recife /PE, Brasil, 1997.
Biografia: Biografia: Pintor e ilustrador. Iniciou na pintura por volta de 1968, em São
Paulo, onde se tornou um dos organizadores do Movimento de Arte da Praça
da República. Em 1975, organizou a mostra Festa das Cores no Masp. Em
1977, a convite do Departamento de Estado norte-americano, realiza palestras
sobre arte brasileira em universidades americanas. De volta a Recife, funda,
em 1986, o Gabinete de Arte Brasileira, que promove eventos artísticos. Como
ilustrador, desenvolveu trabalhos para os projetos dos livros Les Proverbs Vus
Par Les Peintres Naifs (1973) de Anatole Jakovsky, e Le Chanson
Traditionnelle et Les Peintres Naifs (1975) de Roger Blanchard.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor; Ilustrador
Tipologia: Pintura
Período de atividade: década de 1960 – 1997
Referências bibliográficas:
“https://www.catalogodasartes.com.br/artista/Crisaldo%20Morais%20-%20Crisaldo%20dAssun%E7%E3o%20Morais%20/
https://www.guiadasartes.com.br/crisaldo-dassuncao-morais
CRISALDO MORAIS
Cyprien Tokoudagba
Datação vida e morte: Abomey, Benim, 1939 – 2012
Biografia: Cyprien Tokoudagba foi escultor, pintor e restaurador de arte no Museu Nacional de Abomey, no Benin. Pertenceu a uma família de artistas e políticos da cidade de Abomey. Filho de Toha, um tecelão, desde a infância destacava-se na vida escolar por seus desenhos. Na juventude, passou a ganhar dinheiro pintando quadros. Aos 35 anos, passou a produzir com outras técnicas e materiais, como a modelagem em barro e argila e, em seguida, areia e cimento. Suas obras foram encomendadas por sacerdotes de Benin, Nigéria, Togo e Gana, assim como para edifícios privados. Em 1989, participou de sua primeira exposição internacional, Magiciens de la Terre (Feiticeiros da Terra), em Paris. Posteriormente, integrou mostras na Alemanha, Inglaterra, Portugal, África do Sul e outros países. Seus trabalhos são marcados por figuras simbólicas do Vodum, além de elementos políticos e culturais do Benin.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor/escultor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: 1982-2012
Referências bibliográficas:
TOKOUDAGBA, Cyprien. Disponível em: http://www.23bienal.org.br/universa/puaoct.htm. Acesso em: 03 jul. 2025.
Cyprien Tokoudagba (1939-2012). Disponível em: https://www.woutersgallery.com/artists/cyprien-tokoudagba-(1939-2012)
AFRICAN CONTEMPORARY, Cyprien Tokoudagba, 1939-2012. Disponível em: https://www.africancontemporary.com/Cyprien%20Tokoudagba-pt.htm. Acesso em 03 jul. 2025.
Diomar das Veias (Diomar Freitas Dantas)
Datação vida e morte: Acopiara /CE, Brasil,1974 – Juazeiro do Norte/ CE, Brasil, 2019
Biografia: “Diomar Freiras Dantas, conhecido como o “”Homem das Velhas””, retornou a Juazeiro do Norte após uma temporada em Fortaleza, onde trabalhou como ambulante e exerceu diversos empregos. Em Juazeiro, sob a influência de Mestre Nino, seu primeiro professor, Diomar teve a oportunidade de acompanhar de perto o trabalho com madeira.
Inicialmente, Diomar esculpia apenas animais, mas logo descobriu sua preferência por figuras humanas. As esculturas femininas de idade avançada, representadas sozinhas ou em grupo, tornaram-se sua marca registrada e lhe renderam o apelido “”Homem das Velhas””. Essas obras projetaram Diomar no cenário artístico, ganhando reconhecimento nacional e internacional.
O sucesso de Diomar inspirou sua mãe, Raimunda Dantas, a aprender a trabalhar com madeira. Ela não apenas aprendeu com ele, mas também se tornou uma artista respeitada, integrando o Centro de
Cultura Popular Mestre Noza em Juazeiro do Norte.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: c. década de 1990 -2019
Referências bibliográficas:
“DIOMAR FREITAS DANTAS. Verbete biográfico. Museu do Pontal. Disponível em: http://www.museucasadopontal.com.br/pt-br/diomar-freitas-dantasBLOG DO DIOMAR. Disponível em: https://diomardasveias.blogspot.com/“
Dory (Lourival Cardoso de Araújo)
Datação vida e morte: Cachoeira /BA, Brasil, 1949- Cachoeira /BA, Brasil, 2008
Biografia: “Lourival Cardoso de Araújo foi um escultor brasileiro, sobrinho dos renomados escultores Boaventura da Silva Filho (Louco) e Clóvis Cardoso da Silva (Maluco) pela linha materna, e irmão de José Cardoso (Doidão). Sua jornada artística teve início quando foi ensinado a esculpir por seu irmão José Cardoso já na fase adulta, enquanto moravam em Salvador.
A técnica de criação de Lourival Cardoso de Araújo era fortemente influenciada pelo formato e veios da madeira. Ele tinha preferência por representações de Cristo e escravos, evidenciando seu prazer em retratar tais figuras, algumas das quais bastante originais. Os orixás também foram um tema recorrente em suas obras, especialmente devido à crescente demanda por essas representações nos últimos anos. Além de sua produção artística, Lourival Cardoso de Araújo foi membro da Associação de Artistas eAnimadores Culturais de Cachoeira.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1970-2008
Referências bibliográficas:
MUSEU DAS ARTES BRASILEIRAS. Escultores Brasileiros. Catálogo de exposição. Editora do Museu, 2024. UFBA. Dicionário de Belas Artes. Lourival Cardoso de Araújo (Dory). Disponível em: https://www.dicionario.belasartes.ufba.br/wp/verbete/lourival-cardoso-de-araujo-dory/. Acesso em: 25 jun. 2024.
Edival Ramosa (Edival Ramos de Andrade)
Datação vida e morte: Cachoeira /BA, Brasil, 1949- Cachoeira /BA, Brasil, 2008
Biografia: “Lourival Cardoso de Araújo foi um escultor brasileiro, sobrinho dos renomados escultores Boaventura da Silva Filho (Louco) e Clóvis Cardoso da Silva (Maluco) pela linha materna, e irmão de José Cardoso (Doidão). Sua jornada artística teve início quando foi ensinado a esculpir por seu irmão José Cardoso já na fase adulta, enquanto moravam em Salvador.
A técnica de criação de Lourival Cardoso de Araújo era fortemente influenciada pelo formato e veios da madeira. Ele tinha preferência por representações de Cristo e escravos, evidenciando seu prazer em retratar tais figuras, algumas das quais bastante originais. Os orixás também foram um tema recorrente em suas obras, especialmente devido à crescente demanda por essas representações nos últimos anos. Além de sua produção artística, Lourival Cardoso de Araújo foi membro da Associação de Artistas eAnimadores Culturais de Cachoeira.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1970-2008
Referências bibliográficas:
MUSEU DAS ARTES BRASILEIRAS. Escultores Brasileiros. Catálogo de exposição. Editora do Museu, 2024. UFBA. Dicionário de Belas Artes. Lourival Cardoso de Araújo (Dory). Disponível em: https://www.dicionario.belasartes.ufba.br/wp/verbete/lourival-cardoso-de-araujo-dory/. Acesso em: 25 jun. 2024.
Emmanuel Zamor
Datação vida e morte: Salvador, BA, Brasil, 1840 – Créteil, Île de France, França, 1917
Biografia: Emmanuel Zamor foi adotado por Pierre Emmanuel Zamor e Félicité Rose Neveu, na paróquia Nossa Senhora da Conceição da Praia, em Salvador. Estima-se que tenha se mudado com a família para a França entre 1845 e 1850, retornando ao Brasil por um período de dois anos na década de 1860. Parte de sua produção e possíveis registros desse período no Brasil foram destruídos em um incêndio no seu ateliê. Estudou na Academia Julian, em Paris, e dedicou-se à pintura e à cenografia. Em seu trabalho destacam-se as naturezas-mortas e paisagens, que revelam um diálogo estilístico com os realistas, românticos e pré-impressionistas da Escola de Barbizon. Entre as décadas de 1930 e 1940, o marchand Jean-Claude Castoriano adquiriu os 37 trabalhos disponíveis do artista, elaborados entre 1874 e 1916. A produção de Zamor só passou a ser conhecida pelo público brasileiro a partir da exposição individual realizada no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), em 1985. Posteriormente, outras obras de Zamor foram apresentadas em mostras como Dezenovevinte: uma virada no século (1986), Pintores Negros do Século XIX (1993) — ambas exibidas pela Pinacoteca do Estado de São Paulo —, e A Mão Afro-Brasileira (1988), no Museu de Arte Moderna (MAM), em São Paulo. Entre 1999 e 2000, o Museu de Arte Brasileira da Fundação Álvares Penteado (MAB-FAAP) também expôs obras do artista.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: século XX
Referências bibliográficas:
EMMANUEL Zamor. In: ENCICLOPÉDIA Itaú Cultural de Arte e Cultura Brasileira. São Paulo: Itaú Cultural, 2025. Disponível em: http://enciclopedia.itaucultural.org.br/pessoas/2003-emmanuel-zamor. Acesso em: 26 jun. 2025. Verbete da Enciclopédia.
LEITE, José Roberto Teixeira. Pintores negros do oitocentos. São Paulo: MWM Motores Diesel Ltda, 1988.
MUSEU AFRO BRASIL. Negros Pintores. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2008.
Euloge Glèlè
Datação vida e morte: Cotonou, Benim, 1977
Biografia: Euloge Glèlè, membro da linhagem real de Abomey, no Benin, iniciou sua trajetória artística com o desenho e, após um período de aprendizado com o mestre Cyprien Tokoudagba, voltou-se para a escultura em cerâmica. Suas obras, minuciosas e ricas em detalhes, oferecem um olhar contemporâneo sobre a vida cotidiana e espiritual sociedade beninense. Algumas de suas produções incorporam uma dimensão política, abordando temas como desigualdade e injustiça social. O artista participou de uma residência na École Nationale Supérieure d’Art, na França (2017), e teve seus trabalhos exibidos em países como Benim, Bélgica, França e Brasil, onde participou de diversas exposições no Museu Afro Brasil. Entre elas, O Benin está vivo ainda lá: ancestralidade e contemporaneidade (2007). Também integrou a Bienal de Dakar, no Senegal (2022), e a mostra Escravidão Moderna (2015), realizada na sede da UNESCO, em Paris.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor/escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: século XX
Referências bibliográficas:
SILVA, Vagner Gonçalves da. LEGBA NO BRASIL – TRANSFORMAÇÕES E CONTINUIDADES DE UMA DIVINDADE. Sociol Antropol [Internet]. 201 9 May; 9(2):453–68. Available from: https://doi.org/10.1590/2238-38752019v925
FERRETTI, Sergio. (2006). A terra dos voduns. Disponível em: < http://gurupi.ufma.br:8080/jspui/1/300>. Acesso em 15 jan. 2019.
PARÉS, Nicolau. O rei, o pai e a morte. A religião vodum na antiga Costa dos Escravos na África Ocidental São Paulo: Companhia das Letras, 2016.
VERGER Pierre. Dieux d’Afrique. Culte des Orishas et Vodouns à l’ancienne Côte des Esclaves en Afrique et à Bahia, la baie de tous les Saints au Brésil. Editions Revue Noire – Paris – 1995
Flávio Cerqueira
Datação vida e morte: São Paulo, SP, Brasil, 1983
Biografia: Flávio Cerqueira é mestre em artes visuais pela Universidade Estadual Paulista (Unesp) e desenvolve uma produção artística centrada na representação da figura humana, utilizando principalmente os processos de fundição em bronze e cera perdida. Sua prática artística permeia sua pesquisa acadêmica, incorporando elementos e referências de diversas linguagens artísticas, além de propor um novo olhar sobre temas recorrentes na tradição clássica da escultura. Participou de inúmeras exposições coletivas tanto no Brasil quanto no exterior, entre as quais se destacam: Histórias Afro-Atlânticas (2018); Queermuseu (2017); Let Me Begin Again (2017); 10ª Bienal do Mercosul (2015); Resignification (2015); e a mostra coletiva na National Gallery of Art (2022). Suas obras integram importantes coleções de instituições brasileiras, como o Instituto Inhotim, o Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), a Pinacoteca do Estado de São Paulo, o Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo (MAC/USP), o Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS), entre outras.
Gênero: Feminino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: A partir de 2000
Referências bibliográficas:
CERQUEIRA, Flávio dos Santos. A Escultura No Flagrante Da Ação. UNESP, 2019.
CERQUEIRA, Flávio dos Santos. A escultura no flagrante da ação. 2019. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho”, Instituto de Artes, São Paulo, 2019.
SCHWARCZ, Lilia (cur.). Flávio Cerqueira: um escultor de significados [catálogo de exposição]. São Paulo: Ministério da Cultura; Banco do Brasil, 2025. Disponível em: https://ccbbstg.blob.core.windows.net/site-prod/2025/02/Catalogo-Flavio-Cerqueira.pdf. Acesso em: 2 jul. 2025.
Heitor dos Prazeres
Datação vida e morte: Rio de Janeiro, RJ, Brasil, 1898 – 1966
Biografia: Heitor dos Prazeres foi pintor, sambista, coreógrafo, figurinista e capoeirista. O artista vivenciou a história de lugares da capital fluminense com expressiva presença negra, como a Praça Onze, denominada por ele “África em Miniatura”. Quando garoto, era chamado de Lino por sua família. No universo musical, recebeu a alcunha de Mano Heitor do Cavaco e Mano Heitor do Estácio, em referência ao bairro Estácio de Sá. Prazeres foi um dos pioneiros do samba, frequentando as famosas festas na Casa de Tia Ciata e participando da fundação de escolas de samba como a Mangueira e a Portela. Criou cerca de 300 composições musicais — entre elas, a famosa marcha de Carnaval O Pierrô Apaixonado, em parceria com Noel Rosa. Como músico, foi multi-instrumentista e um exímio cavaquinista.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: final de 1930 a 1966
Referências bibliográficas:
NASCI DO SEMBA. Heitor dos Prazeres: Documentário 1965. YouTube, 16 de set. de 2014. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=-FgabF3G32s&ab_channel=NascidoSemba. Acesso em 11 de julho de 2025.
PRAZERES, Tatyana. Heitor, carioca dos prazeres. YouTube, 07 mai. 2014. Disponível em:https://www.youtube.com/watch?v=0_L07fQZiBQ&ab_channel=TatyanaPrazeres. Acesso em 11 de julho de 2025.
DIAS, Elaine; ELEUTÉRIO, Maria de Lourdes. Heitor dos Prazeres. 1 ed. São Paulo: Folha de S. Paulo; Instituto Itaú Cultural, 2013.
João Alves (João Alves Oliveira da Silva)
Datação vida e morte: 1906, Ipirá, BA, 1906 – Salvador, BA, 1970
Biografia: João Alves Oliveira da Silva foi um pintor autodidata. Homem negro, candomblecista e soteropolitano, exerceu diversos ofícios, e, por muitos anos, revezou-se entre as ocupações de engraxate e pintor. Morava próximo à igreja São Domingos, no Pelourinho, e costumava pintar seus quadros ao lado da cadeira de engraxate, na Praça da Sé, nas imediações do Palácio do Arcebispado. No início da carreira, produzia suas próprias tintas e recusava-se a usar querosene ou esmalte sintético como solventes. Embora tenha sido rotulado como “primitivo”, Oliveira da Silva tinha afinidades estéticas com o modernismo brasileiro, e com a primeira e parte da segunda geração de artistas modernistas baianos. Manteve uma relação próxima com Jorge Amado — que o apelidou de “o pintor da cidade” e o eternizou como personagem do romance Dona Flor e Seus Dois Maridos — e Zélia Gattai. Na década de 1940, o artista se destacou em meio ao clima de intenso nacionalismo e recebeu apoio de artistas como Emanoel Araújo, Carybé, Mário Cravo Junior e Pierre Verger. Sua obra foi exibida em instituições como o Museu Afro Brasil Emanoel Araujo (MAB), no Museu de Arte Moderna da Bahia (MAM-BA) e nas duas edições da Bienais Nacionais da Bahia (1966, 1968). Sua obra também foi exibida em diversas exposições póstumas.
Gênero: Masculino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: 1930-1966
Referências bibliográficas:
AMADO, Jorge. Dona Flor e seus dois maridos: história moral e de amor. São Paulo: Companhia das Letras, 2008.
AMADO, Jorge. O mestre João Alves. Diário de Notícias,Salvador, 20 dez. 1964. Caderno Suplemento – Artes, Letras, p.?.
LIMA, Marcio Santos. João Alves, o pintor da cidade: relações dialógicas entre a pintura primitiva e o modernismo baiano. Dissertação (Mestrado em Artes Visuais) – Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais, Escola de Belas Artes, Universidade Federal da Bahia, Salvador, 2012.
SANTOS, Milton. O centro da cidade do Salvador: estudo de geografia urbana. São Paulo: EDUSP, 2024.
José Adário
Datação vida e morte: Salvador/BA,1947
Biografia: Nascido no bairro da Caixa d’Água, em Salvador, Bahia, José Adário dos Santos, também conhecido como Zé Diabo, é uma figura de destaque na produção de ferramentas sagradas para o Candomblé. Iniciado no ofício de ferreiro aos 11 anos pelo mestre Maximiano Prates, Adário assumiu a oficina do mentor na histórica Ladeira da Conceição da Praia, onde trabalha até os dias atuais. Com mais de meio século de dedicação ao seu ofício, Adário tornou-se o mais celebrado escultor-ferreiro dos terreiros de Candomblé na Bahia, sendo reconhecido também como artista de importância nacional e internacional.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor; Babalorixá
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1958 –
Referências bibliográficas:
“À NORDESTE. São Paulo: Sesc São Paulo, 2019.
A CIDADE da Bahia, das baianas e dos baianos também. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2019. ENTRE o Aiyê e o Orun. Salvador: Caixa Cultural Salvador, 2019.
AXÉ Bahia: The Power of Art in an Afro-Brazilian Metropolis. Los Angeles: Fowler Museum at UCLA, 2018. MASTROS Artífices da Ladeira da Conceição da Praia. Salvador: Universidade Federal da Bahia, 2017. JOIAS de Crioula. São Paulo: Terceiro Nome, 2011.
O MUSEU Afro Brasil. São Paulo: Instituto Cultural J. Safra, 2010.
ITALYÊ Ogun – Adenor Gondim. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 2004.
ARTE e religiosidade no Brasil: heranças africanas – II Encontro Nacional da Cultura. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1997.
AFRIKANISCHE Religiosität in Brasilien; Kunst und Afro-Brasilidade; African religiosity in Brazil; Afro- Brazilian art; Religiosidade africana no Brasil; Arte afro-brasilidade. São Paulo: Câmara Brasileira do Livro, 1994.
OS HERDEIROS da noite: fragmentos do imaginário negro. São Paulo: Pinacoteca do Estado de São Paulo, 1994.
THOMPSON, Robert Farris. Flash of the Spirit: Arte e filosofia africana e afro-americana. Tradução de Tuca Magalhães. Museu Afro Brasil, 2011.”
José Alves de Olinda (José Alves da Cruz, Zé Alves)
Datação vida e morte: Recife (PE), 1953 –
Biografia: “José Alves da Cruz nasceu em 1953, no Recife, Pernambuco. O gosto por arte veio desde a infância, inspirado por seu pai, Joaquim Alves da Cruz, que confeccionava brinquedos em madeira e lata. Na infância, Zé Alves começou a talhar pequenos objetos a partir da fibra das bananeiras que encontrava em sua vizinhança.Aos 17 anos, foi convidado por Silvia Coimbra, proprietária da Galeria Nega Fulô, a trabalhar em seu espaço. Foi lá que conheceu Nhô Caboclo (1910-1976), artista que se tornaria seu mestre e mentor. As esculturas de José Alves são marcadas por representações de navios negreiros, sacis, guerreiros e casas de farinha, entre outros temas. Suas peças são pintadas de preto e vermelho.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: década de 1960 –
Referências bibliográficas:
José Alves da Cruz. Rede Artesol. Disponível em: https://redeartesol.org.br/rede/jose-alves/. Acesso em 01 de out. de 2024.
José Igino (Zé Igino/José Igino da Cruz)
Datação vida e morte: Niterói/RJ, 1957 –
Biografia: José Igino estudou na Oficina de Gravura do Museu do Ingá em Niterói em 1980, destacou-se pela gravura em metal, utilizando técnicas como água tinta e água forte. Sob a orientação de Anna Letycia Ouadros, responsável pelo curso na Oficina, desenvolveu um estilo único e expressivo que mescla elementos figurativos e orgânicos. Igino busca inspiração em suas próprias memórias e na fantasia, criando um universo plástico rico e original, que reflete sua visão singular e inventiva da arte.
Gênero: Masculino
Ofício: Gravura
Tipologia: Gravurista
Período de atividade: década de 1980 –
“FROTA, Lélia Coelho. Pequeno dicionário da arte do povo brasileiro, século XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005, p.426
ARAUJO, Emanoel. A nova mão afro-brasileira. São Paulo: Museu Afro Brasil, 2010. Catálogo de exposição, p. 23″
Madalena Santos Reinbolt
Datação vida e morte: Vitória da Conquista/BA, 1919 – 1977
Biografia: “Pintora e bordadeira nascida em Vitória da Conquista, Bahia. Suas obras são marcadas por uma profusão de pessoas e animais, com cores vibrantes e cenas que evocam sua infância em um ambiente rural.
Criada em uma fazenda de gado, Reinbolt se envolveu desde cedo em atividades artísticas, como modelagem e pintura. Aos 20 anos, deixou sua cidade natal para trabalhar em diversas cidades, incluindo Salvador e Rio de Janeiro. Em 1949, começou a trabalhar como cozinheira na casa de Lota Macedo Soares e Elizabeth Bishop, que a incentivaram artisticamente, fornecendo materiais.
A produção de Reinbolt se divide em duas fases: de 1950 a 1969, dedicou-se à pintura sobre tela; de 1969 a 1975, criou “”quadros de lã””, bordados inspirados em tapeçarias, utilizando estopa como base. Sua técnica inclui o “”ponto reto”” e destaca temas de sua infância, como a flora e fauna do interior baiano,retratando personagens negros e narrativas que vão desde mitos a histórias locais.”
Gênero: Feminino
Ofício: pintura; bordadeira
Tipologia: Pintura; Tapeçaria
Período de atividade: década de 1950 – década de 1970
Referências bibliográficas:
“CHIARELLI, Aline Reis. Madalena Santos Reinbolt, memória e arte popular: uma questão para a Arte Afro- brasileira. Trabalho de conclusão de curso (Monografia em Mídia Informação e Cultura) – Universidade de São Paulo, São Paulo, 2021.
FELIPE, D. A.; SILVA, E. C. Tapeçarias de Madalena dos Santos Reinbolt: identificação de arte e artista popular. Conhecer – Debate entre o Público e o Privado, v. 9, n. 23, pp. 94-123, 2019.
FROTA, Lélia Coelho. Pequeno dicionário da arte do povo brasileiro, século XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005.
GALERIA ESTAÇÃO. Madalena Santos Reinbolt. Disponível em: http://www.galeriaestacao.com.br/pt- br/artista/57/madalena-santos-reinbolt. Acesso em: 18 jan. 2021.
MULHERES na arte popular. Versão do texto para o inglês Maria Fernanda Mazzuco. São Paulo: Galeria
Estação, 2020. Disponível em: http://www.galeriaestacao.com.br/documents/catalog_108_fc3e6- catexpmulpop2020.pdf. Acesso em: 29 out. 2021.”
Manuel Eudócio Rodrigues
Datação vida e morte: Alto do Moura, Caruaru/PE 1931- 2016
Biografia: “Manuel Eudócio Rodrigues foi um renomado artista da arte popular brasileira, conhecido por suas esculturas em barro que retratavam a cultura nordestina. Desde a infância, Eudócio teve contato com o barro, ajudando sua família a confeccionar peças utilitárias, mas rapidamente começou a modelar para criar seus próprios brinquedos. Um marco em sua carreira ocorreu em 1948, quando conheceu o famoso Mestre Vitalino, com quem passou a produzir esculturas de barro natural.
Seus trabalhos frequentemente representavam elementos da cultura popular nordestina, como cangaceiros, casamentos rurais, e especialmente bois, que se tornaram o ícone de sua carreira. Eudócio deixou um legado significativo, sendo sucedido por três de seus filhos: José Silvano, Luiz Carlos e Ademilson Rodrigues, que continuam a tradição familiar de trabalhar com barro.
Durante sua vida, suas peças ganharam reconhecimento em várias partes do Brasil, especialmente no Rio de Janeiro, São Paulo e Bahia, além de serem expostas no exterior, em países como Alemanha, França, Portugal e Estados Unidos. Entre as honrarias recebidas, destaca-se a entrega de sua peça “”Família de Retirantes”” ao Papa Bento XVI, pelo ex-presidente Lula. Em 2005, foi homenageado na Sala do Artista Popular do Museu do Folclore do Rio de Janeiro, e em 2017, na Feira Nacional de Negócios do Artesanato (Fenearte).
Eudócio e seus filhos foram parte da Alameda dos Mestres da Fenearte, que é um dos maiores eventos de
artesanato da América Latina. Seu trabalho, que inclui técnicas de queima e decoração com tinta óleo, continua a ser uma fonte de inspiração e um símbolo da cultura pernambucana.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1948 – 2016
Referências bibliográficas:
“ALMEIDA, N. S. de. Mestre Vitalino: um retrato da arte popular brasileira. São Paulo: Editora Senac São Paulo, 2008.
GOMES, A. L. Arte Popular: a expressividade da cultura brasileira. Rio de Janeiro: Editora UFMG, 2010. GOMES, A. L.; FURTADO, A. (orgs.). A Arte do Barro: a tradição dos escultores de Caruaru. Caruaru: Editora da Universidade Federal de Pernambuco, 2012.
OLIVEIRA, J. P. de. Patrimônio Cultural e Arte Popular: o legado de Manuel Eudócio. Recife: Fundação Joaquim Nabuco, 2018.
RIBEIRO, J. C. Cultura Popular e Artesanato: diálogos entre tradição e contemporaneidade. Brasília: Editora UnB, 2015.
TAVARES, M. L. O barro e a vida: a obra de Mestre Eudócio. São Paulo: Editora Horizonte, 2017.”
Maria Auxiliadora Silva
Datação vida e morte: Campo Belo, MG, Brasil, 1935 – São Paulo, SP, 1974
Biografia: Maria Auxiliadora foi uma artista negra autodidata. Neta de escravizados, mudou-se ainda criança com a família para São Paulo, frequentando bairros com expressiva presença negra, como Casa Verde, Limão, Vila Nova Cachoeirinha, Praça da República e Embu das Artes. Quase toda a sua família tornou-se artista visual, inclusive a mãe, Maria Trindade, que se dedicava à escultura em madeira. Auxiliadora frequentou a escola por aproximadamente 3 anos, e começou a pintar aos 11, desenhando com carvão em muros e paredes por onde passava. Ao longo da vida, exerceu diferentes ofícios, entre eles, o de empregada doméstica. Aos 32 anos, sete antes de falecer em decorrência de um câncer generalizado, passou a viver exclusivamente da pintura e retomou os estudos formais.
Gênero: Feminino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: 1954-1974
Referências bibliográficas:
BARDI, Piero Maria. Maria Auxiliadora. Torino: Giulio Bolaffi Editore, 1977.
CANAL CURTA. Maria Auxiliadora: vida cotidiana, pintura e resistência. YouTube 03 mai. 2018. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=O0MMaAU22ig&ab_channel=CanalCurta%21. Acesso em 11 de julho de 2025.
CANAL CURTA. Quem foi Maria Auxiliadora? YouTube, 10 jan. 2023. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=hVdYGTR_Tjo&ab_channel=CanalCurta%21. Acesso em 11 de julho de 2025.
FESTIVAL NEGRARTE. Maria Auxiliadora: Prevalências no tempo – Parte 1: Vida e Família. YouTube, 13 mai. 2024. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=1_LNohrHP44&ab_channel=FestivalNegrArte. Acesso em 11 de julho de 2025.
Maria Lídia Magliani
Datação vida e morte: Pelotas, RS, 1946 – Rio de Janeiro, RJ, 2012
Biografia: Maria Lídia Magliani cursou Artes Plásticas no Instituto de Artes da UFRGS e realizou pós-graduação em pintura sob orientação de Ado Malagoli.
Além de pintora, foi escultora, desenhista, figurinista e coreógrafa. Morou por alguns anos na cidade de Tiradentes, Minas Gerais, procurando um lugar tranquilo para trabalhar, e faleceu no Rio de Janeiro, em 2012. Suas obras percorreram diversas exposições nacionais e internacionais, coletivas e individuais, como Desenhos (1980), na Pinacoteca de São Paulo, com curadoria de Emanoel Araújo; 18ª Bienal Internacional de São Paulo (1985); A Mão Afro-Brasileira (1988), no Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM); My baby just care for me (2011), no Museu Imaginário de Bruxelas/Bélgica; e Magliani: a solidão do corpo (2013), primeira individual póstuma, exibida na Pinacoteca Aldo Locatelli, em Porto Alegre.
Gênero: Feminino
Ofício: Pintor
Tipologia: Pintura
Período de atividade: De 1960 a 2012
Referências bibliográficas:
A PINACOTECA ALDO LOCATELLI. Magliani: a solidão do corpo [Catálogo]. Porto Alegre: Pinacoteca Aldo Locatelli, ANO.
Fundação Iberê. Magliani. YouTube, 26 de jul. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=tYmd97BQn_c&ab_channel=Funda%C3%A7%C3%A3oIber%C3%AA. Acesso em 11 de julho de 2025.
M.L.C. (Maria de Lourdes Cândido)
Datação vida e morte: Juazeiro do Norte, CE, Brasil, 1939 – 2021
Biografia: Maria de Lourdes Cândido foi uma artesã e ceramista de Juazeiro do Norte, Ceará. Assim como sua irmã, a ceramista Ciça das Máscaras, vendia suas peças de cerâmica no mercado local. A artista ensinou o ofício às filhas, as artistas Maria Cândido Monteiro (M.C.M.) e Maria do Socorro Cândido (M.S.C.); juntas, são conhecidas como As Três Marias do Ceará. Participaram de diversas mostras, tais como: Brésil, Arts Populaires (1987), em Paris; Mostra do Redescobrimento (2000), na Fundação Bienal de São Paulo; e Expressão Popular (2001), no Centro Cultural da Light, Rio de Janeiro. Maria de Lourdes Cândido foi reconhecida como Mestra em Artesanato em Cerâmica pela Secretaria de Cultura do Ceará em 2004.
A artista iniciou sua produção confeccionando brinquedos para seus onze filhos, além de vendê-los no mercado local. Criava pequenos animais, panelinhas e bonecos, em uma região onde a arte do barro é uma tradição cultivada especialmente entre as mulheres. Sua produção manteve esse caráter até a década de 1970, quando, por sugestão do xilógrafo Stênio Diniz (1953), decidiu explorar novos temas. Nesse momento, passa a criar placas de tabatinga policromada, que retratam desde cenas do cotidiano urbano até representações de entidades religiosas.
Gênero: Feminino
Ofício: Escultora
Tipologia: Escultura
Período de atividade: século XX
Referências bibliográficas:
CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR (CNFCP). Maria de Lurdes Cândido. YouTube, 7 abr. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=wVLmGyjFqQ4. Acesso em 10 de julho de 2025.
FROTA, Lélia Coelho. Pequeno dicionário da arte do povo brasileiro: século XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005. p. 311-313.
M.S.C. (Maria Socorro Cândido)
Datação vida e morte: Juazeiro do Norte, CE, 1971
Biografia: Maria Socorro Cândido compartilhou o ofício de confecção de peças em cerâmica com a mãe, Maria de Lourdes Cândido, sua tia, Cícera Fonseca da Silva, e com a irmã, Maria Cândido. Mãe e filhas são conhecidas como As Três Marias do Ceará e já participaram de diversas mostras, como: Brésil: Arts Populaires (1987), em Paris; Mostra do Redescobrimento (2000), na Fundação Bienal de São Paulo; e Expressão Popular (2001), no Centro Cultural da Light, no Rio de Janeiro.
M.S.C. conheceu a arte ainda na infância, em Juazeiro do Norte, auxiliando a mãe, a ceramista Maria de Lourdes Cândido (M.L.C.), ao lado da irmã, Maria Cândido Monteiro (M.C.M.), na produção de pequenas peças de barro e, posteriormente, de placas de tabatinga policromada, que representam cenas do cotidiano da cidade e representações religiosas. Assim, ficaram conhecidas como As Três Marias do Ceará. Maria do Socorro Cândido, assim como a irmã Maria Cândido, buscava inspiração, não apenas nas cenas observadas nas ruas, mas também em imagens de livros, revistas e programas na televisão para compor suas peças.
Gênero: Femino
Ofício: Escultora
Tipologia: Escultura
Período de atividade: Século XX
Referências bibliográficas:
REDE ARTESOL. Família Cândido. Rede Artesol, 2024 Disponível em: https://redeartesol.org.br/rede/familia-candido/. Acesso em: DATA.
FROTA, Lélia Coelho. Pequeno dicionário da arte do povo brasileiro: séc. XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005. p. 311-313.
M.L.C. (Maria de Lourdes Cândido)
Datação vida e morte: Juazeiro do Norte, CE, Brasil, 1939 – 2021
Biografia: Maria de Lourdes Cândido foi uma artesã e ceramista de Juazeiro do Norte, Ceará. Assim como sua irmã, a ceramista Ciça das Máscaras, vendia suas peças de cerâmica no mercado local. A artista ensinou o ofício às filhas, as artistas Maria Cândido Monteiro (M.C.M.) e Maria do Socorro Cândido (M.S.C.); juntas, são conhecidas como As Três Marias do Ceará. Participaram de diversas mostras, tais como: Brésil, Arts Populaires (1987), em Paris; Mostra do Redescobrimento (2000), na Fundação Bienal de São Paulo; e Expressão Popular (2001), no Centro Cultural da Light, Rio de Janeiro. Maria de Lourdes Cândido foi reconhecida como Mestra em Artesanato em Cerâmica pela Secretaria de Cultura do Ceará em 2004.
A artista iniciou sua produção confeccionando brinquedos para seus onze filhos, além de vendê-los no mercado local. Criava pequenos animais, panelinhas e bonecos, em uma região onde a arte do barro é uma tradição cultivada especialmente entre as mulheres. Sua produção manteve esse caráter até a década de 1970, quando, por sugestão do xilógrafo Stênio Diniz (1953), decidiu explorar novos temas. Nesse momento, passa a criar placas de tabatinga policromada, que retratam desde cenas do cotidiano urbano até representações de entidades religiosas.
Gênero: Feminino
Ofício: Escultora
Tipologia: Escultura
Período de atividade: século XX
Referências bibliográficas:
CENTRO NACIONAL DE FOLCLORE E CULTURA POPULAR (CNFCP). Maria de Lurdes Cândido. YouTube, 7 abr. 2022. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=wVLmGyjFqQ4. Acesso em 10 de julho de 2025.
FROTA, Lélia Coelho. Pequeno dicionário da arte do povo brasileiro: século XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005. p. 311-313.
Maurício Flandeiro (José Maurício dos Santos)
Datação vida e morte: Juazeiro do Norte/CE, Brasil, 1951 – 2018
Biografia: “José Maurício dos Santos, mais conhecido como Maurício Flandeiro, foi um renomado artista de Juazeiro do Norte, famoso por sua arte em flandre e sua dedicação ao reisado. Além de artista, ele atuava como carpinteiro e pedreiro para sustentar sua família. Aprendeu a arte de moldar e criar formas com metais com seu mestre Pedro de Almeida, com quem trabalhou por dezoito anos.
Utilizando materiais como zinco e breu, Maurício criou diversos objetos, incluindo candieiros, estandartes e cata-ventos. Em sua oficina, um espaço de três cômodos cheio de materiais e ferramentas, ele trabalhava arduamente, enfrentando o calor do fole e da solda quente.
Sempre disposto a ensinar, Maurício lamentava a falta de interesse de seus descendentes em aprender a arte. Dedicou-se à arte até os últimos anos de sua vida, moldando metais, especialmente o zinco e
brincando de Mateu no reisado, apesar das adversidades.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: c. década de 1970 – 2018
Referências bibliográficas:
FREITAS, Dora; FURTADO, Sílvia (orgs.). Livro dos mestres/O legado dos mestres: cultura e tradição popular no Ceará. Fortaleza: Fundação Waldemar Alcântara, 2017.
Mestre Noza (Inocêncio Medeiros da Costa)
Datação vida e morte: Taquaratinga do Norte /PE, Brasil, 1897- São Paulo
/SP, Brasil 1983
Biografia: Mestre Noza, renomado escultor e gravurista. Começou a produzir
na década de 1920 em Juazeiro do Norte, inicialmente focou-se em esculturas
de santos em barro cozido, mas foi com a produção de xilogravuras em álbuns
de luxo que alcançou reconhecimento internacional. Suas principais obras,
como “A Via Sacra,” “A Vida de Lampião,” e “Os Doze Apóstolos,” presentes na
Biblioteca Brasiliana Guita e José Mindlin, essa extensa produção de
xilogravuras destaca-se pelas composições narrativas das impressões. Sua
produção de gravura é considerada uma obra singular no universo do cordel,
pelo modo de conceber imagens que narram histórias, resultando o conjunto de
séries em verdadeiros exemplos de uma poesia visual.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor; gravurista
Tipologia: Escultura; Gravura
Período de atividade: 1918 – final da década de 1970
Referências bibliográficas:
“BRENNAND, Francisco. “Doze gravadores populares do Nordeste.” Recife:
Guariba, 1974. FRANKLIN, Jeová. “Xilogravura popular na literatura de cordel.”
Brasília: LGE, 2007.
NOZA, Mestre. Os doze apóstolos: gravado por Mestre Noza, Juazeiro, CE,
Brasil, 1962. Fortaleza: Imprensa Universitária da UFCE, 1962.
NOZA, Mestre. Via Sacra: xilogravuras populares; texto: Maria Eugenia Franco.
São Paulo: Julio. Pacello, 1967.
NOZA, Mestre. Vida de Lampião por Mestre Noza. São Paulo: Julio Pacello
(sem data).
RAMOS, Everardo.”Do mercado ao museu: a legitimação artística da gravura
popular.” In: II Seminário Nacional de Pesquisa em Cultura Visual, Goiânia,
2009.
Pedro Perera é graduando em História pela FFLCH-USP.”
Mestre Nuca (Manoel Borges da Silva)
Datação vida e morte: Nazaré/PE, 1937 – Recife/PE, 2014
Biografia: Filho de agricultores, Nuca cresceu em um ambiente de ceramistas e começou a modelar em barro aos 10 anos. Mudou-se para Tracunhaém, onde se destacou ao esculpir seu primeiro leão em 1968, consagrando-se na arte com a inovadora juba encaracolada, inspirada por sua esposa, Maria Gomes da Silva. Sua temática é influenciada pela cultura local e pela ancestralidade africana, refletindo a identidade pernambucana.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1968 – 2014
Referências bibliográficas:
“ARTESANATO DE PERNAMBUCO. Mestre Nuca: a arte de Nuca dos Leões. Disponível em: https://www.artesanatodepernambuco.pe.gov.br/pt-BR/mestres/manuel-eudocio-familia/mestre. Acesso em: 23 set. 2024.
MACHADO, Lourival Gomes. Três artigos de Lourival Gomes Machado. In: LACOMBE, Américo Jacobina (Org.). Xilógrafos nordestinos. Rio de Janeiro: Fundação Casa de Rui Barbosa, 1977.
VALLADARES, Clarival do Prado. Primitivos, genuínos e arcaicos. In: AGUILAR, Nelson (Org.). Mostra do redescobrimento: arte popular. São Paulo: Fundação Bienal: Associação Brasil 500 Anos Artes Visuais, 2000, p. 99.”
Mestre Cunha (José Francisco da Cunha Filho)
Datação vida e morte: Ipojuca (PE), 1951
Biografia: “José Francisco da Cunha Filho, mais conhecido como Mestre Cunha, nasceu em 1951 no município de Ipojuca, na Região Metropolitana de Recife (PE). Sua trajetória de vida é marcada por uma variedade de trabalhos, que começaram na infância como cortador de cana-de-açúcar, ao lado de seu pai. Ao longo dos anos, atuou na construção civil, trabalhou como cobrador de ônibus, feirante, camelô, vendedor de doces e vigia noturno.
Foi por volta dos 40 anos, após se ver desempregado, que Mestre Cunha começou a produzir suas peças em madeira. Suas criações são únicas e cada uma delas é batizada pelo próprio artista, que escolhe palavras que encontra na internet ou inventa novos termos. As esculturas de Cunha misturam máquinas, animais e formas humanas, resultando em composições fascinantes como pássaros-aviões e seres que são metade humano, metade pássaro.Depois de entalhadas, Mestre Cunha finaliza suas obras com cores vibrantes, refletindo a vivacidade de seu universo criativo.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: década de 1990 –
Referências bibliográficas:
“Mestre Cunha. Artesol. Disponível em: https://redeartesol.org.br/rede/mestre-cunha/. Acesso em: 07 de out. de 2024.
Arte dos Mestres- Documentário: Mestre Cunha. Artesol. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=vYBn0OYFhxE. Acesso em: 07 de out. de 2024.”
Mestre Vitalino (Vitalino Pereira dos Santos)
Datação vida e morte: Caruaru /PE, Brasil, 1909- Caruaru/PE, Brasil, 1963
Biografia: “Vitalino Pereira dos Santos, conhecido como Mestre Vitalino, nasceu em Caruaru, Pernambuco. Filho de um lavrador e de uma artesã, desde cedo demonstrou habilidade com o barro, moldando pequenos animais com sobras de barro. Ganhou notoriedade a partir de 1947, ao participar da Exposição de Cerâmica Popular Pernambucana no Rio de Janeiro.
As obras de Mestre Vitalino retratam figuras do cotidiano rural e urbano, crenças populares e rituais do sertão nordestino. Inicialmente, ele utilizava argilas de diferentes tons, mas depois passou a pintar suas peças com tintas industriais, conferindo-lhes um aspecto alegre e colorido. Seu trabalho é classificado como arte figurativa.
Mestre Vitalino é considerado um dos escultores mais importantes do Brasil, deixando um legado duradouro na arte brasileira. Suas obras refletem de maneira autêntica a cultura e a vida do sertãonordestino, consolidando-o como um ícone da escultura de barro cozido no Brasil.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1915-1963
Referências bibliográficas:
GOMES, Laura de Mello. Mestre Vitalino e o imaginário popular. 2. ed. São Paulo: Edusp, 1997. LODY, Raul. Cerâmica popular brasileira: Mestre Vitalino. Rio de Janeiro: Salamandra, 1983. MESTRE VITALINO. Museu de Artes. Disponível em: https://chatgptonline.tech/pt/. Acesso em: 25 jun. 2024.
Mestre Guarany (Francisco Biquiba dy Lafuente)
Datação vida e morte: Santa Maria da Vitória, Bahia, 1882-1985
Biografia: Francisco Biquiba dy Lafuente, Mestre Guarany, herdou o nome do bisavô espanhol e da bisavó moçambicana. A ascendência indígena da região do rio Paraguaçu vem da família materna e deu origem ao apelido “Guarany”. Iniciou a produção de carrancas aos 17 anos, como aprendiz do mestre João Alves de Souza, da cidade da Barra, na Bahia, e manteve essa atividade até os 97 anos. Trabalhou sempre de forma autônoma, exercendo também outras funções em sua comunidade, como marceneiro, carpinteiro, pintor de bandeiras dos festejos do Divino Espírito Santo e tocador de violão nas serestas locais. Estima-se que tenha esculpido dois terços das carrancas utilizadas nas barcas que navegam pelo Rio São Francisco. Suas obras estiveram presentes em exposições como A Mão do Povo Brasileiro (1969), no Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand (Masp), e no Festival Mundial de Artes e Cultura Negra e Africana (Festac), Lagos, Nigéria, em 1977. Sua primeira mostra individual, intitulada Guarany: 80 anos de carrancas (1981), aconteceu em Brasília. Na ocasião, Mestre Guarany recebeu o prêmio Revelação da Associação Paulista de Críticos de Arte.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: 1901-1940
Referências bibliográficas:
PARDAL, Paulo. Carrancas do São Francisco. Cadernos de Folclore, n° 29, Rio de Janeiro: Funarte, 1979.
PARDAL, Paulo. Carrancas do São Francisco. 2 ed. rev. e ampl., Rio de Janeiro: Funarte, 1981.
COIMBRA, Silvia Rodrigues; MARTINS, Flávia; DUARTE, Maria Leticia. O reinado da lua: escultores populares do nordeste. Rio de Janeiro: Salamandra, 1980.
Nen Cardim (Florisvaldo Cardim do Nascimento Filho)
Datação vida e morte: Valença/BA, 1973 –
Biografia: Escultor e pintor autodidata, Nen começou sua trajetória na pintura, destacando-se em desenhos decorativos em tecidos. Contudo, ganhou maior reconhecimento por sua produção tridimensional, especialmente após receber o prêmio de escultura na VI Bienal do Recôncavo em 2002. Ele cria suas esculturas a partir de materiais descartados, como restos de embarcações, madeiras, vidro, isopor e nylon, frequentemente encontrados à beira do rio ou em estaleiros da cidade. Sua obra varia de esculturas figurativas de grandes dimensões, como o camarão Pitu e o caranguejo Guaiamum, até abstrações tridimensionais. Através de sua arte, Nen se posiciona como defensor da natureza, buscando conscientizar o público sobre questões ambientais, ao transformar materiais improváveis em obras que refletem seu mundo, em sintonia com a contemporaneidade.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor; pintor
Tipologia: Escultura; Pintura
Período de atividade: 1901-1940
Referências bibliográficas:
Leituras de Acervo
Noemisa (Noemisa Batista dos Santos)
Datação vida e morte: Caraí (MG), 1947-2024
Biografia: “Noemisa Batista dos Santos nasceu em 1947, na cidade de Caraí, situada no Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais. Aprendeu a modelar barro desde cedo, com sua mãe, que era paneleira. Noemisa foi pioneira na introdução da moringa mulher de três bolas na região — uma vasilha para água cuja tampa representa uma cabeça feminina e cuja base é dividida em três partes arredondadas.
Sua obra retrata cenas do cotidiano, abordando temas como casamentos, batizados e bonequeiras em seu ofício. Para suas criações, utilizava tabatinga branca, que contrastava com a cor do barro cozido, permitindo-lhe pintar delicadas aplicações que adornam suas peças
Apesar de sua projeção, viveu isolada e em condições econômicas difíceis.”
Gênero: Feminino
Ofício: Escultora
Tipologia: Escultura
Período de atividade: século XX
Referências bibliográficas:
“FROTA, Leila Coelho. Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro, Séc. XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005.
Noemisa. Museu do Pontal. Disponível em: https://museudopontal.org.br/acervo/noemisa/. Acesso em: 02 de out. de 2024.”
Raquel Trindade (Raquel Solano Trindade, Raquel Trindade de Souza)
Datação vida e morte: Recife (PE), 1936 – Embu das Artes (SP), 2018
Biografia: Raquel Trindade, nascida em 1936 no Recife, Pernambuco, foi filha de Solano Trindade e Maria Margarida Trindade. Foi ativista cultural, artista plástica, dançarina, coreógrafa e ensaísta. Em 1975, fundou o Teatro Popular Solano Trindade, em Embu das Artes (SP), um espaço dedicado à valorização e preservação das culturas afro-brasileiras. Além disso, foi uma das fundadoras do Maracatu Nação Kambinda, onde se tornou conhecida como Rainha Kambinda.
Gênero: Feminino
Ofício: Ativista, artista plástica, dançarina, coreógrafa e escritora
Tipologia: Dança; Pintura; Literatura
Período de atividade: década de 1950 – 2018
Referências bibliográficas:
“Raquel Trindade – Série +70 (2015). Itaú Cultural, 20 jul. 2015. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=XD6NFhU4wjI&t=28s. Acesso em: 05 de out. de 2024.
DANTAS, Itamar. Raquel Trindade: Cultura popular e resistência. Geledés – Instituto da Mulher Negra, 12 ago. 2015. Disponível em: <https://www.geledes.org.br/raquel-trindade-cultura-popular-e-resistencia/ >. Acesso em 05 de out. de 2024.”
Severino Vitalino
Datação vida e morte: Caruaru/PE, Brasil, 1940-2019
Biografia: Severino Vitalino, filho do célebre Mestre Vitalino, é um renomado escultor brasileiro conhecido por sua habilidade na escultura de barro cozido. Ele aprendeu diretamente com seu pai e continua a tradição da cerâmica figurativa em Caruaru. Sua produção é uma representação vívida da vida cotidiana no sertão nordestino, capturando cenas de feiras, festas juninas e o trabalho dos agricultores locais. Suas esculturas são valorizadas e reconhecidas, estando presentes em museus e galerias de arte tanto no Brasil quanto no exterior.
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultura
Período de atividade: A partir da década de 1960 – 2019
Referências bibliográficas:
“ARTESANATO DE PERNAMBUCO. Severino Vitalino – Mestre. Disponível em: https://www.artesanatodepernambuco.pe.gov.br/pt-BR/mestres/severino-vitalino- mestre/mestre#:~:text=Severino%20Vitalino%20se%20dedica%20a,%2C%20em%20Caruaru%2C%20ai nda%20pequeno.. Acesso em: 25 jun. 2024.
Museu do Barro de Caruaru
Acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
G1. Artista Severino Vitalino morre aos 78 anos em Caruaru. 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2019/01/07/artesao-severino-vitalino-morre-aos-78- anos-em-caruaru.ghtml. Acesso em: 25 jun. 2024.”
Solano Trindade (Francisco Solano Trindade)
Datação vida e morte: Recife/PE, 1908 – Rio de Janeiro/RJ, 1974
Biografia: Solano Trindade foi um poeta, dramaturgo, ator, artista plástico e ativista, nascido em 24 de julho de 1908, no bairro São José, em Recife (PE). Reconhecido como uma das principais vozes da literatura afro-brasileira, sua obra poética é marcada por temas que exaltam a cultura negra, a resistência e a valorização das tradições de matrizes africanas no Brasil. Além da literatura, Trindade também foi pintor, utilizando cores vibrantes na representação de elementos da cultura popular e da estética afro-brasileira. Como ativista, foi fundamental na luta contra a discriminação racial. Suas obras mais conhecidas incluem “Poemas Negros” (1936), “Poemas d’uma vida simples” (1944), “Seis tempos de poesia” (1958) e “Cantares ao meu povo” (1961). Entre muitas das iniciativas em que esteve envolvido, foi um dos fundadores do Teatro Popular Brasileiro, ao lado de Margarida Trindade e Edison Carneiro.
Gênero: Masculino
Ofício: Poeta, dramaturgo, ator, pintor, ativista
Tipologia: Pintura; Literatura
Período de atividade: década de 1920 – 1974
Referências bibliográficas:
“Camargo, Oswaldo de. Solano Trindade, Poeta do Povo. São Paulo: Editora Laboratório do curso de Editoração, 2009.
Trindade, Solano. Cantares ao meu Povo. São Paulo: Editora Fulgor, 1961.
Melo, Maurício de. O encontro da cultura popular e os meios de comunicação na obra de Solano Trindade – Os anos em Embu das Artes (1961 – 1970). Dissertação (mestrado) Universidade de São Paulo. São Paulo, 2009. 136 p.
Solano Trindade. Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, São Paulo. Disponível em: http://www.museuafrobrasil.org.br/pesquisa/hist%C3%B3ria-emem%C3%B3ria/historia-e- memoria/2014/12/30/solano-trindade. Acesso em 01 de out. de 2024.
Solano Trindade. Literafro: o portal da literatura afro-brasileira. Belo Horizonte, 27 de fev. de 2023. Disponível em: http://www.letras.ufmg.br/literafro/autores/429-solano-trindade. Acesso em: 01 de out. de 2024.”.
Museu do Barro de Caruaru
Acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
G1. Artista Severino Vitalino morre aos 78 anos em Caruaru. 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2019/01/07/artesao-severino-vitalino-morre-aos-78- anos-em-caruaru.ghtml. Acesso em: 25 jun. 2024.”
Yêdamaria (Yeda Maria Correia de Oliveira)
Datação vida e morte: Salvador /BA, 1932 – 2016
Biografia: “Nascida em Salvador, Bahia, em 1932, e falecida em 2016, Yeda Maria Correia de Oliveira, conhecida como Yêdamaria, foi uma artista visual e professora cujas obras incluem pinturas, gravuras e colagens. Sua produção é marcada por temas como saveiros, sereias, Iemanjás e naturezas-mortas, abordados com lirismo e explorando elementos da abstração, da nova figuração e da visualidade popular.Formou-se no Instituto Normal da Bahia em 1951 e concluiu o curso de artes visuais na Escola de Belas Artes da Universidade Federal da Bahia (EBA-UFBA) em 1959. Aprofundou seus estudos em gravura na Escolinha de Artes do Brasil, no Rio de Janeiro, em 1962. Em Salvador, estudou com o gravador Henrique Oswald na EBA-UFBA.”
Gênero: Feminino
Ofício: pintora; gravurista; desenhista
Tipologia: Pintura; Gravura; Colagem; Desenho
Período de atividade: década de 1950 – 2016
Referências bibliográficas:
“A”ALEXANDRE, Claudia. Morre em Salvador, aos 84 anos, a artista plástica Yêdamaria. Agência Áfricas de Notícias, 30 mar 2016. Disponível em https://ceert.org.br/noticias/historia-cultura-arte/11016/morre- em-salvador-aos-84-anos-a-artista-plastica-yedamaria. Acesso em: 10 jun. 2020
ALEXANDRE, Claudia. “Yedamaria e sua arte”. Revista Afro B, [s.l.], 3. ed., dez. 2010, p. 42-47. Museu Afro Brasil/Pontão de Cultura.
ARAÚJO, Emanuel. Um Adeus para Yêdamaria. Museu Afro Brasil. São Paulo: Museu Afro Brasil, 8 abr 2016. Disponível: http://www.museuafrobrasil.org.br/noticias/detalhe-noticia/2016/04/08/um-adeus-
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BISPO, Alexandre. Yêda Maria: A cor sem rancor. O Menelik 2º ato, junho 2010. Disponível em: http://www.omenelick2ato.com/artes-plasticas/1195. Acesso em: 2 jul. 2020.
FELINTO, Renata (org.). Culturas africanas e afro-brasileiras em sala de aula: saberes para os professores, fazeres para os alunos: religiosidade, musicalidade, identidade e artes visuais. Belo Horizonte: Fino Traço, 2012.
JESUS, Ana Cláudia Vieira de. Iemanjás Reprimidas: artistas negras e museus de Aracaju. Laranjeiras, SE: Universidade Federal de Sergipe (UFS), Departamento de Museologia, 2019.
MUSEU AFRO BRASIL. A nova mão afro-brasileira. Exposição realizada no período de 20 nov. 2013 a 6 abr. 2014. São Paulo: Museu Afro Brasil, Governo do Estado de São Paulo, Secretaria da Cultura, 2014.
Morre em Salvador a artista plástica Yeda Maria aos 84 anos. G1 BA. Disponível em: < http://g1.globo.com/bahia/noticia/2016/03/morre-em-salvador-artista-plastica-yeda-maria-aos-84- anos.html >. Acesso em: 01 abr. 2016.
OMARI-TUNKARA, Mikelle S. YEDAMARIA: Aspects of An Afro-Brazilian Artist. Exhibition Brochure. Califórnia: California State University, Northridge, 1991.
WILKENFELD, Jacob; DOMINGOS, Bruno; DI GIOVANNI, Daniela (orgs.). Yêdamaria. São Paulo: Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.
YÊDAMARIA. Yêdamaria, artista plástica. [Entrevista cedida a] Angélica Basthi. Cultne Doc, 5 jan. 2011. Disponível em: https://www.youtube.com/watch?v=ufBGKtyxKJc. Acesso em: 16 jul. 2020.
YÊDAMARIA. Yêdamaria. São Paulo: Museu Afro Brasil, Imprensa Oficial do Estado de São Paulo, 2006.”
Museu do Barro de Caruaru
Acervo do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN)
G1. Artista Severino Vitalino morre aos 78 anos em Caruaru. 2019. Disponível em: https://g1.globo.com/pe/caruaru-regiao/noticia/2019/01/07/artesao-severino-vitalino-morre-aos-78- anos-em-caruaru.ghtml. Acesso em: 25 jun. 2024.”
Zé Caboclo (José Antônio da Silva)
Datação vida e morte: Alto Mouro (PE), 1921 – Caruaru (PE), 1973
Biografia: “José Antônio da Silva, mais conhecido como Zé Caboclo, nasceu em Alto do Moura, Pernambuco. Suas esculturas, trabalhadas em barro, trazem representações ricas da cultura local, incluindo figuras do bumba-meu-boi, maracatu pernambucano, moringas e jarras antropomórficas, com imagens de Lampião e Maria Bonita. Zé Caboclo destacou-se como um dos mais renomados artistas da região, ao lado de Mestre Vitalino e seu cunhado, Manuel Eudócio. Com este último, inovou ao incorporar técnicas e formas novas, utilizando arame na estrutura das esculturas e criando olhos em alto relevo.
Casou-se com Celestina Rodrigues de Oliveira e teve oito filhos, formando uma oficina de cerâmica familiar. Seus filhos — Antônio, Zé Antônio, Paulo, Horácio, Marliete, Socorro, Carmélia e Helena — tornaram-se artistas reconhecidos. Zé Caboclo faleceu aos 52 anos, em 1973, vítima de esquistossomose.”
Gênero: Masculino
Ofício: Escultor
Tipologia: Escultora
Período de atividade: cerca de 1930-1973
Referências bibliográficas:
“FROTA, Leila Coelho. Pequeno Dicionário da Arte do Povo Brasileiro, Séc. XX. Rio de Janeiro: Aeroplano, 2005.
Zé Caboclo. Museu do Pontal. Disponível em: https://museudopontal.org.br/acervo/ze-caboclo/. Acesso em 03 de out. de 2024.”





