João Alves Oliveira da Silva, conhecido como João Alves, nasceu em Ipirá, Bahia, e se mudou para Salvador com a família em busca de melhores condições de vida. Desde jovem, trabalhou em diversas profissões, incluindo engraxate e desenhista. Instalou sua cadeira de engraxate na Praça da Sé, onde também expunha suas pinturas. Sem registros formais sobre sua vida, sua obra, que se espalhou pelo mundo, destaca-se por representar a cultura e as realidades sociais da Bahia.
Iniciou sua carreira artística no final dos anos 1940, criando suas próprias telas e tintas devido à sua condição financeira. Classificado como "artista primitivo", o rótulo é hoje considerado inadequado, já que sua obra contribuiu significativamente para a arte moderna brasileira. João foi incentivado por figuras como Pierre Verger e Jorge Amado, e participou de exposições importantes, incluindo as Bienais de Artes Plásticas da Bahia.
Seu trabalho refletia a vida e as lutas do povo baiano, com temas como festas, paisagens e, principalmente, igrejas e casarios do Pelourinho. As obras de João Alves não apenas documentam uma época, mas oferecem uma interpretação rica e pessoal de seu contexto sociocultural. Ele faleceu em 28 de junho de 1970, deixando um legado importante para a arte baiana.